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§ LEITURA RECOMENDADA

Por que não odeio o Papa Francisco

"Quem critica e ataca o Papa Francisco não é católico", esta afirmação já ouvi e li inúmeras vezes, tanto de católicos batizados como de pessoas de outras religiões e mesmo os ditos ateus. Já faz algum tempo que li um artigo no site Presbíteros intitulado Ataques ao Papa , publicado em 27 de fevereiro de 2020, onde o Mons. José Maria Pereira aborda a questão através da íntima ligação Papa-Igreja-Cristo, chegando a síntese na qual os ataques oriundos de batizados seriam um ataque a própria Igreja - que por sua vez é a Mãe de todos os católicos, na evangélica ligação de Maria Santíssima com a Igreja - e assim ao próprio Jesus Cristo. Por mais errada que seja uma mãe, o filho não fica falando mal, expondo a mãe em praça pública. A Igreja é nossa Mãe, merece o nosso respeito e o nosso amor. (Mons. José) Monsenhor José associa levianamente crítica a ataque, sem a precisão conceitual que a relevância do tema exige. Posso sim criticar minha mãe diante de meus irmãos, mas isso não eq

Quarta-feira - At 15,1-6 Jo 15,1-8

V Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

Queridos irmãos e irmãs.

A vida cristã se caracteriza especialmente por ser uma vida moldada pelo Mestre a quem o cristão segue, ou seja, uma vida formada por Jesus Cristo Nosso Senhor. De modo que, nosso viver acaba não apenas nos afixando no viver de Cristo, mas configuramo-nos a Ele. Isto se faz necessário por sabermos de nossa ignorância sem a Sabedoria encarnada, isto é, sem o Senhor.

Esta característica da vida cristã só existe porque o cristão precisa estar permanentemente unido a Cristo, seu Senhor e Mestre. Como neste evangelho, onde Jesus nos fala da importância dos ramos da videira estarem unidos ao tronco da videira. De fato, se os ramos não permanecerem unidos ao tronco, logo murcharam e secaram e consequentemente morreram.

Certa vez, num mosteiro, um monge resolveu fazer uma experiência. De uma das videiras do jardim, cortou um pequeno ramo e colocou-o numa vasilha com água. Este ramo começou a florescer, mas logo se percebeu algo: este florescimento aconteceu só até determinado ponto, depois começou a murchar e morrer. De modo semelhante presenciamos numa vida cristã sem a permanente união a Jesus Cristo. Podemos crescer até certo ponto, podemos experimentar a Deus em nossas vidas até certa medida, mas se abandonamos a busca constante de Deus, porque já nos sentimos acomodados na com sua momentânea presença em nós, vamos murchando, nossa fé não cresce, fica parada no mesmo ponto, não amadurece o quanto poderia amadurecer e por isso não produz fruto, pois o fruto só surgirá com a perseverante permanência junto de Deus.

Nestas palavras de Nosso Senhor, fica-nos destacado a extrema necessidade de todos os cristãos pela busca cotidiana de uma união sempre mais íntima com aquele doador da Graça, pois sem ela não nos movemos a fazer nem sequer o bem.

Os membros do Corpo Místico de Cristo, somente levará a cabo a missão de anunciar a todos os povos o Evangelho de Nosso Senhor, se permanecer unidos à fonte. Igualmente, para vivermos na Graça Divina, necessitamos cultivar esta união com Cristo.

Esta união nós cultivamos especialmente pelo cultivo das três virtudes centrais do cristão: Fé, Esperança e Caridade. A Fé que nos move para Deus; a Esperança que nos faz viver na certeza da vida eterna e a Caridade que nos faz viver no amor de Deus. Sendo que sempre a fonte principal, que nos faz viver estas virtudes é a Santa Missa, lugar e momento da Graça, onde recebemos a Santa Eucaristia.

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