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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Quarta-feira - At 15,1-6 Jo 15,1-8

V Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

Queridos irmãos e irmãs.

A vida cristã se caracteriza especialmente por ser uma vida moldada pelo Mestre a quem o cristão segue, ou seja, uma vida formada por Jesus Cristo Nosso Senhor. De modo que, nosso viver acaba não apenas nos afixando no viver de Cristo, mas configuramo-nos a Ele. Isto se faz necessário por sabermos de nossa ignorância sem a Sabedoria encarnada, isto é, sem o Senhor.

Esta característica da vida cristã só existe porque o cristão precisa estar permanentemente unido a Cristo, seu Senhor e Mestre. Como neste evangelho, onde Jesus nos fala da importância dos ramos da videira estarem unidos ao tronco da videira. De fato, se os ramos não permanecerem unidos ao tronco, logo murcharam e secaram e consequentemente morreram.

Certa vez, num mosteiro, um monge resolveu fazer uma experiência. De uma das videiras do jardim, cortou um pequeno ramo e colocou-o numa vasilha com água. Este ramo começou a florescer, mas logo se percebeu algo: este florescimento aconteceu só até determinado ponto, depois começou a murchar e morrer. De modo semelhante presenciamos numa vida cristã sem a permanente união a Jesus Cristo. Podemos crescer até certo ponto, podemos experimentar a Deus em nossas vidas até certa medida, mas se abandonamos a busca constante de Deus, porque já nos sentimos acomodados na com sua momentânea presença em nós, vamos murchando, nossa fé não cresce, fica parada no mesmo ponto, não amadurece o quanto poderia amadurecer e por isso não produz fruto, pois o fruto só surgirá com a perseverante permanência junto de Deus.

Nestas palavras de Nosso Senhor, fica-nos destacado a extrema necessidade de todos os cristãos pela busca cotidiana de uma união sempre mais íntima com aquele doador da Graça, pois sem ela não nos movemos a fazer nem sequer o bem.

Os membros do Corpo Místico de Cristo, somente levará a cabo a missão de anunciar a todos os povos o Evangelho de Nosso Senhor, se permanecer unidos à fonte. Igualmente, para vivermos na Graça Divina, necessitamos cultivar esta união com Cristo.

Esta união nós cultivamos especialmente pelo cultivo das três virtudes centrais do cristão: Fé, Esperança e Caridade. A Fé que nos move para Deus; a Esperança que nos faz viver na certeza da vida eterna e a Caridade que nos faz viver no amor de Deus. Sendo que sempre a fonte principal, que nos faz viver estas virtudes é a Santa Missa, lugar e momento da Graça, onde recebemos a Santa Eucaristia.

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