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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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III Domingo do Tempo Pascal

At 2,14.22-33 1Pd 1,17-21 Lc 24,13-35

Pe. Valderi da Silva

Estimados irmãos e irmãs.

clip_image004O cristão exulta pela Ressurreição do Senhor através de sua vida, pois é precisamente com os anos bem vividos em conformidade com a vontade de Deus que manifestamos a verdadeira alegria pela grande obra de Deus em nosso favor. É tentando corresponder a esta consciência que neste domingo encontramos este evangelho que a liturgia da Igreja nos apresenta. O que foi proclamado narra um fato acontecido no mesmo dia da ressurreição, ou seja, o domingo como nos deixa entender o próprio evangelho: “naquele mesmo dia, o primeiro da semana”.[1]

Encontrando-se um tanto abalados e também descepcionados, dois discípulos de Jesus tomam o caminho de volta para o povoado deixado a fim de seguir aquele em quem haviam depositado a esperança. No caminho para o povoado de Emaús encontram Jesus que eles não reconheceram a primeira vista, sendo que contam a ele o que aconteceu em Jerusalém com o próprio Jesus. Em contrapartida Nosso Senhor fala-lhes sobre as Escrituras e lhes explica as passagens que falam sobre Ele. Jesus coloca-se não somente como aquele que faz a obra, mas que também vê a necessidade de explicar o que foi feito, tirar o ser humano da cegueira causada pela própria natureza humana frágil que sempre tende a ter a esperança “grudada ao chão”, não conseguindo voar até o horizonte divino.

Nosso Senhor põe-se a caminhar com os discípulos, a caminhar com o ser humano. Este caminho que os dois discípulos percorriam até Emaús se torna o caminho de nossa vida. Nele Jesus esta sempre conosco, caminhando junto de nós e nos mostrando sinais de sua presença e revelando Sua vontade. Caminhar até “Emaús” é retroceder na fé, é desistir de crer em Deus por motivos fracos e sem força para nos fazer voltar ao estágio zero de nossa esperança em Deus. Nossa fé – que foi-nos dada no dia do batismo como que em forma de semente – precisa crescer e amadurecer. Voltar para “Emaús” é sinal de não amadurecimento, sinal de estagnação na fé, pelo contrário, dar mei volta e ir para Jerusalém é sinal de busca pelo crescimento na fé, o que é fundamental para se alcançar a Vida Nova do Ressuscitado.

O caminho do cristão precisa ser em direção à Jerusalém, pois é lá que se encontra a terra dos crentes, a casa dos que reconhecem Jesus, que “tocam” o Ressuscitado com os sentidos da fé.

Este caminho não é medido em metros ou quilometros, mas sim em dias, meses e anos, pois se trata de nossa vida. Toda ela desde o seu início deve ser encarada como o caminho que precisamos trilhar para a casa do Pai, para a morada eterna junto de Deus. O que recebemos no batismo precisa ser cultivado e amadurecido na Igreja de Cristo para poder nos orientar neste caminho para não perdermos a direção certa.

Deus providenciou que mais alguém possa ser nosso auxílio neste caminho, ou seja, a Virgem Santíssima. Nunca a esqueçamos em nossa vida.


[1] Lc 24,13

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