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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

VBI PETRVS, IBI ECCLESIA, IBI DEVS

Papa Francisco no Trono
Nesta data sempre é favorável escrever algo sobre a Missão Petrina, missão reservada ao sucessor legítimo do apóstolo São Pedro, discípulo querido por Nosso Senhor Jesus Cristo para que em Seu nome conduzisse a Santa Igreja.

Nestes tempos, ocupa o Trono de Pedro, Soberanamente o Santo Padre Francisco. Figura peculiar dentre os perfis de seus antecessores. Olhando para o Papa Francisco me vem a mente João Paulo II e Bento XVI, tentando encontrar semelhança entre seu modus operandi com o deles, mas tenho que dar razão aos que dizem ser o Papa Francisco muito diferente dos dois antecessores. Esta diferença está longe de ser um preâmbulo de desfiguração da doutrina a cerca do Ministério Petrino.

De fato, muitos ainda se encontram confusos com o modo pastoral do Papa Francisco, deixando alguns na corda bamba entre a ortodoxia e a heresia. É fato também que o Papa Francisco não se assemelhará a nenhum outro antecessor, visto que sua carga cultural difere muito daqueles papas de outrora. Sua “veia” latina, lhe deixa mais “sanguíneo” ou “apaixonado” que os de cultura européia. Não que o Papa Francisco seja alguém displicente no quesito intelectualidade, pois já demonstrou algumas vezes sua racionalidade e perfeito domínio reflexivo.

Embora a fé nos leve obrigatoriamente a colocarmo-nos sob a guia de Pedro, hoje na pessoa de Francisco, não podemos esquecer que o Papa Francisco, como os antecessores, está sujeito a equívocos humanos e isto tranquilamente o leva muitas vezes a ser questionado. Seria pecado? De modo algum, enquanto não se questione a legitimidade de seu ministério. A teologia sempre ensinou que em questão de fé e moral a Santa Igreja é autoridade expressando sua sentença sobre tais assuntos pela missão do Santo Padre.

Na festa da Cátedra de Pedro, elevamos nossas orações a Deus pelo legítimo sucessor deste apóstolo no meio de nós, esperando que, de sua entrega total a tal ministério, o povo de Deus continue sendo conduzido aos prados eternos, livrando-nos dos lobos deste mundo, que cercam-nos para nos afugentar do rebanho de Cristo que é a Igreja.

Não nos cabe colocar em dúvida a legitimidade do ministério do Papa Francisco, apesar de algumas vezes não compreendermos bem algumas de suas atitudes ou posições. Muitos santos diziam, “amém o Papa, apesar do ser humano”. Seja Francisco, Bento ou João… nosso amor ao Sucessor de Pedro nos leva a amar o próprio Cristo sobre a Terra.
“Viva tanto ou mais que Pedro”!
VBI PETRVS, IBI ECCLESIA, IBI DEVS.
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CATEQUESE SOBRE O PAPA:

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Carta de um leigo a Dom Benedito Beni dos Santos a respetio da “Missa Sertaneja” celebrada pela Comunidade Canção Nova