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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

SEMANA DA PÁTRIA OU DA NAÇÃO?

Parece irrelevante colocar-se esta questão, mas quero deixar minha consideração pessoal. De fato, não sinto-me bem intelectualmente, quando me pedem que “ame sua pátria”, “celebre a Semana da Pátria”, etc. Sinto-me como alguém cantando parabéns a um cadáver, ou empurrando um carrinho de mão tendo um cachorro morto em cima.bandeira-brasil

Definições de pátria e nação quase se assemelham, e por isso alertei da aparente irrelevância desta questão posta no título deste artigo. Diz o dicionário Michaelis que “pátria” é o lugar onde se nasceu, local ao qual se pertence como cidadão. Achando meio fraca esta definição, encontramos no site Conceito.De uma conceituação seguinte: “Do latim patrĭa, a pátria é a terra natal ou adotiva que está ligada a uma pessoa por vínculos/laços afetivos, jurídicos e/ou históricos. A pátria pode ser, por conseguinte, o local de nascimento, o povo dos ancestrais ou o país onde um sujeito se radicou a partir de um determinado momento da sua vida”. Disto percebo duas coisas: pátria sempre será o local onde nasci; mas posso escolher ter outra pátria, conforme meus laços afetivos ou vínculos formados ao longo de algum tempo. Assim, a Federação dos Estados denominada Brasil, é a minha pátria.

Nação conceitua-se como reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, que falam o mesmo idioma e tem os mesmos costumes, formando assim, um povo. Uma nação se mantém unida pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional. Apesar da aparente semelhança com a ideia de pátria, nação apresenta-me mais uma abrangência além território, livre de fronteiras que possam restringir meu vínculo e minha identificação. Partindo deste, prefiro dizer que sou da nação brasileira, pois em tempos onde a figura da pátria esta tão destruída pelos sucessivos governos corruptos e corruptores, minha identificação e vínculo ultrapassam as fronteiras latitudinais e longitudinais do chamado Brasil. Também por não ver-me obrigado a identificar-me com todo o território oficialmente declarado Brasil.

Longe de dizer-me separatista, ou mesmo globalista, ou coisa que o valha, hoje expresso a incoerência desta tal Semana da Pátria. Talvez seria menos vexatório ao povo consciente, celebrar a Semana da Nação Brasileira, pois estaríamos celebrando mais o povo que as estruturas governamentais que fingem representar e administrar o país. Estaríamos nos livrando da vergonha de cantar os parabéns a este cadáver chamado República, símbolo do golpe ideológico que a décadas vem travando o desenvolvimento humano e cultural da nação brasileira, assim como transformando este povo e seu território num grande laboratório de maldades.

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