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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Vocação: o chamado universal e o específico

Caminharemos neste mês de agosto no já conhecido “mês vocacional”. Um tempo mais dedicado a reflexão sobre o chamado que Deus faz especificamente a cada cristão. Em realidade, o próprio batizado já recebe neste Sacramento renovador o chamado à santidade, que implica necessariamente trilhar qualquer caminho que venha a seguir na fiel obediência a Vontade de Deus. Este chamado que Deus nos faz no Sacramento do Batismo é a vocação universal dos cristãos, ou seja, é o mesmo chamado para todos os que são mergulhados na fonte renovadora do Batismo, pois se trata de uma exigência da vida nova que se acaba de receber: viver na santidade.

Sendo chamados por Deus a viver na santidade, a medida que crescemos em idade percebemos – auxiliados pela graça divina – que Deus nos aponta o modo como viveremos esta vida de santidade, e então se apresenta dois modos de vida, que podemos chamar de estados de vida: a vida matrimonial e a vida religiosa ou consagrada. Um não se coloca acima do outro como superior em perfeição, pois os dois são meios para se viver a vocação à santidade. Naturalmente o ser humano é inclinado ao casamento, buscando o sacramento do Matrimônio, mas existirão sempre aqueles que, por especial influxo divino, se absterão deste direito natural para entregar-se mais plenamente a Deus. O chamado ao Matrimônio não nasce apenas da natural inclinação ao casamento e a geração de filhos, nasce principalmente da fé, pois é um dom sobrenatural, e que necessita de Deus para ser bem vivido. A santidade que cada cônjuge é chamado a viver tem seu instrumento eficaz na vida conjugal e familiar, pois é ali na família, que encontrará os meios para a santificação de sua vida, e assim corresponder ao chamado que Deus o faz para ser santo.

A vida religiosa se expressa numa especial consagração total a Deus, se tornando meio para a santificação daquele que se vê apto para trilhar este caminho. Na vida religiosa, encontramos aqueles que se consagram numa família religiosa (Ordem, Congregação, Comunidade de Vida), como também encontramos aqueles homens que sentem-se chamados ao sacerdócio, recebendo depois de oportuna preparação, o Sacramento da Ordem.

Estes dois estados de vida são meios de santificação que se expressam visivelmente no serviço aos irmãos. É por isso que o sacerdote, os religiosos e os casados precisam viver sempre este espírito humilde e caridoso, buscando com sua vocação edificar a santidade do Corpo Místico de Cristo.

Valderi da Silva

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*Artigo deste para o Informativo Mensal da Paróquia São João Batista, Parobé/RS.






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