Pular para o conteúdo principal

≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Terça-feira – Fl 2,5-11 Lc 14,15-24

XXXI Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

São Paulo têm uma perfeita compreensão do rebaixamento de Cristo junto a condição humana. Jesus não se anulou enquanto Deus, nem diminuiu sua condição divina uma vez que é seu próprio ser esta natureza plenamente glorificada. Mas colocou-se esta necessidade em vista do objetivo redentor, ou seja, para resgatar aquela natureza humana, imensamente inferior a Sua própria natureza, quis aparecer no mundo com a mesma natureza, algo que fez sem deixar a Sua própria. Por isso se diz rebaixamento, uma “humilhação” querida, para que pudesse convenientemente levantar aquela natureza humana caída pelo pecado.

São Paulo entende que Cristo precisou para isto, esvaziar-se de Si mesmo, no sentido de manifestar-se mais na natureza humana assumida do que na natureza divina sempre tida. Isto para que mais perfeitamente estendesse a mão ao caído para levantá-lo, já que assim, o ser humano lhe seria mais acessível.

Não estamos em pé de igualdade ao Senhor na glória e santidade, sua nobreza infinita não nos permite igualar-se no mesmo ato de humildade, mas nos permite a semelhança. Neste caso, acredito ser mais acessível o exemplo do próprio Paulo, que após conhecer a verdade revelada por Cristo, precisou cair, humilhar-se e esvaziar-se do que tinha, ou seja, de carta forma, Paulo esvaziou-se do Saulo para que começa a se erguer como Paulo, um homem glorificado por Cristo. Neste ponto é que podemos mencionar novamente a humildade como acesso a glorificação. Paulo recebeu de Deus a glória por sua humildade, começando por seu despojamento de si mesmo, para que não ele mais seja o protagonista de sua vida, mas o próprio Cristo.

Seguindo este caminho, nos encontramos com este evangelho que faz perceber claramente que é justamente este esvaziar-se de si, de sua vida que nos permiti acesso a glorificação junto de Deus.

Jesus nos conta uma pequena parábola, e nela insere todo a compreensão de despojar-se da própria vida quando é o Senhor quem nos chama para junto de Si. Na pessoa do senhor da festa, esta Deus que nos convida constantemente a fazer-se presente diante Dele, para que possamos estar eternamente com Ele na vida eterna. Os convidados para o banquete somos nós. Acontece que muitas vezes agimos como eles na história, oferecendo muitas desculpas ao Senhor para que não deixemos nossa vida, nossas coisas, para estar junto de Deus. Com muita atenção devemos perceber que se trata de despojar-se de si, esvaziar-se a semelhança de Cristo, para que possamos alcançar o que o Senhor já nos preparou.

Comentários

Publicação mais visitada do site no último ano:

Carta de um leigo a Dom Benedito Beni dos Santos a respetio da “Missa Sertaneja” celebrada pela Comunidade Canção Nova