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O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Santo André, Apóstolo

Rm 10,9-18 Mt 4,18-22
Valderi da Silva

Na festa litúrgica deste dia, lembramos de Santo André, apóstolo do Senhor Jesus. Ele era irmão de Pedro, o mais novo, e passou algum tempo entre os discípulos de João Batista, onde certamente conheceu a esperança messiânica. Se encontrando com Jesus, logo começou a despertar nele a convicção de que este Messias que viria ao mundo poderia ser Jesus de Nazaré, e ao ouvir o chamado, junto a Pedro, largou tudo e seguiu-O. Diz a Tradição da Igreja que André foi o primeiro Apóstolo missionário, que andou pelas regiões da Ásia Menor e Grécia, levando o Evangelho do Senhor. Todos os apóstolos possuem esta vocação missionária, pois são precisamente chamados a levar e pregar o Evangelho de Jesus Cristo. São Paulo, nesta carta aos Romanos, nos lembra algo oportuno sobre a vocação missionária: é preciso que se tenha alguém que, sido chamado por Deus, pregue a Palavra para que surja a fé, pois como se obterá a fé em Jesus Cristo se não houver pregação? E como haverá alguém para pregar se não for chamado para tal? (cf. Rm 10,14-15). Por este motivo vemos nestes apóstolos, como em André, o modelo do que hoje devemos ser, enquanto “apóstolos” chamados a também pregar o Evangelho. Já sabemos que o podemos fazer de muitas formas, a que talvez mais esteja ao alcance de todos é o testemunho de fé. Nestes palavras de Paulo ainda nos chama atenção que diga afirmativamente que a fé nasce da pregação, e que portanto, é mais que necessário haver este “falar do Evangelho” a todas as pessoas. No evangelho desta festa, escutamos palavras motivadoras de Jesus, e que são um grande desafio a todos os chamados a seguirem-No: “segui-Me, e eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4,19). Nestas palavras Cristo nos deixa a real intenção Dele em instituir seus missionários, vocacionados a dedicarem suas vidas pelo Evangelho. Na vida da Igreja, costumeiramente se utiliza este versículo de Mateus para a animação vocacional ao sacerdócio, pois estas se dirigem de modo especial a todo aquele que deixa tudo, larga seu trabalho, suas redes, para fazer somente o Cristo pede. É ao mesmo tempo uma revelação do que se colherá com o fruto do seu trabalho apostólico, se conquistará corações a Deus. Na verdade, estas palavras se ligam ao que Paulo nos dizia, que a fé nasce da pregação, pois é pela pregação – através das palavras e do testemunho de vida – que se direcionará os homens e mulheres a Deus. Mas não se conquistará somente os corações, se levará a Deus, por intermédio das palavras e do testemunho, as almas de todos aqueles que não colocarem barreiras diante de Deus. Santo André, apóstolo do Senhor, deve nos inspirar sempre no ardor apostólico, algo que todos possuímos, pois somos igualmente chamados a pregar o Evangelho de Cristo, seja por palavras ou simplesmente pelo testemunho de vida. Deste modo, não estaremos trabalhando diferentemente deste apóstolo, mas igualmente fazendo presente seu Evangelho ao mesmo tempo que trabalhamos para sermos fiéis a Ele.





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