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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Sábado – Fl 1,18b-26 Lc 14,1.7-11

XXX Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

“Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl 1,21).

Com esta frase, Paulo nos deixa a expressão mais condensada daquilo que deve ser em última instância, o mais relevante na vida do cristão. O nosso viver deve ser Cristo, ou seja, vivemos para Ele, com Ele e Nele. Nosso viver deve estar direcionado para Jesus Cristo, em tudo o que fazemos, de modo que nossa vida possa ter razão de existência por causa de Cristo. Viver para Ele significa um desprendimento total daquilo que pode nos amarrar neste mundo, daquilo que nos pode prender a amores e paixões daqui. Perceberemos então, que viver para Cristo é não viver para o mundo, não viver para meus egoísmos, não viver para tudo o que possa desejar se por acima de Deus.

Tendo esta compreensão e esforçando-nos a viver somente para Ele, conseguiremos atingir o “viver com Ele”. Pois é muito difícil viver com Cristo se nos pomos a dividi-lo com estas coisas que nos reclamam nosso amor. Em realidade, percebemos aqui a exigência de Jesus para segui-Lo, deixar tudo o que temos, tudo o que nos prende no amor, para ir somente atrás Dele. Não seria também uma exigência para a santidade? Já que santidade é viver um pincelada do que contemplaremos na eternidade? Acredito que podemos entender desta forma, apesar de parecer-nos algo que torna a missão da santidade quase impossível. Mas considerando que nossa vida humana como esta foi o próprio ser humano que a forjou, lembraremos que o Criador não muda, e continua a chamar mesmo assim, os homens e mulheres para a mesma vida e da mesma forma desde a criação.

Uma vida Nele, é o que resulta de tal esforço para livrarmo-nos deste mundo que o ser humano forjou para si, alheio ao desejo de Deus. Uma vida em Cristo é uma vida na Graça de Deus, capacidade para fugiu ao pecado, que corrompe o coração e a mente do ser humano. Paulo diz viver em Cristo, por que têm esta consciência de viver na Graça de Deus, consciência de ter a capacidade de resistir as insídias do tentador e ser mais forte que a “força” de suas debilidades humanas.

Mas Paulo completa dizendo ser a morte um lucro em sua vida. Diante de tal compreensão do viver cristão, é muito compreensivo que ele conclua ser a morte terrena um lucro inestimável, pois se trata de deixar este mundo de peleia para ingressar finalmente na eternidade, onde gozará da presença mais que sensível de Deus.

A pouco lembrávamos de nossos falecidos e justamente vinha-nos esta reflexão de como é importante ao cristão a reta, serena e alegre compreensão da morte, pois se trata desta passagem à casa preparada por Deus a todos os seus amados.

Este esforço de cada cristão em viver no Cristo, acaba acrescentando o esta mensagem de Jesus no evangelho. A necessidade da humildade em todos os momentos da vida nos é uma exigência para atingirmos a estatura de Paulo. De fato, a humildade como sabemos é a mãe de todas as virtudes, e portanto se faz de extrema necessidade para que obtenhamos em nosso espírito todas as forças para superar as debilidades humanas e as tentações mundanas. Procurar sempre a humildade, pois é no rebaixamento que encontraremos a glorificação junto de Deus (cf. Lc 14,11).

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