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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Quinta-feira – Fl 3,3-8a Lc 15,1-10

XXXI Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Jesus nos faz pensar na diferença entre a compreensão que o ser humano têm da dignidade humana e da justiça, e da compreensão que Deus têm. De fato, percebemos claramente que Jesus nos quer mostrar primeiramente que Deus não pensa como nós, sua justiça não esta como a nossa, na verdade, é a nossa que deve estar com a Dele.

Para Deus é impossível deixar que uma ovelha se perca quando sabe-se que ela tem possibilidade de retorno. Deus não permitiria que alguém, mesmo que cego diante de seus próprios erros, fosse descartado no plano da salvação. Todos, sem exceção, podem retornar ao amor de Deus e com isso serem novamente guiados pelo Bom Pastor. Diferentemente de nós, que certamente mensuraríamos os diversos fatores que levou tal pessoa a se afastar, e talvez até condenaríamos esta pessoa a impossibilidade de retorno. Isto porque não temos a mesma compreensão de Deus sobre a dignidade humana, algo totalmente elevado, que é incapaz de perder-se mesmo com a mais horrenda faceta do pecado.

Esta compreensão divina sobre o alto valor do ser humano, Deus o revela no amor de Jesus Cristo pela humanidade. É Ele quem mostra-nos o verdadeiro desejo do coração de Deus, para que não se perca nenhum filho Seu, mas que ele possa ser encontrado e novamente encaminhado à casa do Pai. É por este motivo que ouvimos Jesus contar esta parábola da ovelha perdida e das noventa e nove. São cem ovelhas, uma totalidade num mesmo redil, mas que se vê diminuída por uma ovelha que se perdeu. Esta ovelha pode ter-se perdido por vários motivos, que Jesus não faz questão de elucidar, e isto nos leva a pensar. Realmente, pensemos que justamente não se fala os motivos que levou tal ovelha a se perder porque é o de menos importante para o pastor, na ordem das preocupações naquele instante, encontrar a ovelha lhe é mais preocupante do que racionalizar o motivo pelo qual ela se perdeu. Talvez poderíamos pensar em nossos desvios, quando nós como ovelhas, nos separamos do “redil” de Cristo que é a Igreja. Neste momento em que pecamos e por isso nos afastamos, nos perdendo, será que Cristo vai primeiro se preocupar com do porque nos perdemos? Ou será que agirá como este pastor da parábola, que foi logo buscar a ovelha perdida sem ficar parado procurando o motivo de tal perdição? Em relação aos nossos pecados, devemos nos ver assim: Deus nos quer ver voltar, nos quer de volta, sem se preocupar antes com o tamanho do erro cometido pois o importante mesmo é que o filho extraviado volte para casa. Este voltar para casa significa voltar ao caminho da santidade, voltar ao estado de graça diante de Deus, puro de nossos pecados.

Dizendo isso, não excluímos a responsabilidade de cada um em permanecer no caminho que Deus nos revelou. O que se pretende compreender de Cristo é que somos sempre procurados por Deus quando nos separamos Dele, quando nos apartamos de Sua família, reunida por Ele em sua Igreja.

Nisto percebemos o conforto de Paulo ao entender que não importa para Deus o tamanho de seus pecados passados diante do infinito amor de Deus, que o busca e o chama para Seu lado. É tendo esta compreensão que fica-nos mais fácil agir como Paulo e diminuir nosso apego a própria carne enquanto que ela significa para nós preocupação com as coisas do mundo.

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