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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Quinta-feira – Ap 18,1-2.21-23;19,1-3.9a Lc 21,20-28

XXXIV Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Na visão de João no Apocalipse, nos é revelado a objetividade do julgamento divino em relação daqueles que corrompem o povo, que os ilude com falsas doutrinas e promessas de prosperidade com suas imoralidades e conveniências acima da Lei de Deus. É difícil não pensar nos mais variados desmandos sobre os povos desta terra, onde se colocam pessoas tão corruptíveis quanto mortas ao senso de amor, justiça e verdade. Suas vidas são formada pelo maligno a ponto de explorarem e camuflarem a Verdade com suas ações imorais e ilegítimas.

Mas é claro que uma situação de pecado, mesmo na mais alta esfera de uma sociedade, começa a surgir no indivíduo ainda não educado em sua fé e tendencioso ao prazer mundano. É sabido que todo pecado coletivo só existe pela corruptibilidade da pessoa que somada a dos seus irmãos, leva a um erro em conjunto. Mas isto não anula nem desculpa o pecado individual, ao contrário, em vista da caridade que sempre devemos com os demais, até agrava, já que estará, por meio da própria fraqueza, motivando e apoiando outros a errarem.

João no Apocalipse nos leva a pensar precisamente onde que nossos persistentes pecados podem nos levar. De fato, uma sociedade forjada pelo pecado nasce da má adequação individual à Verdade revelada, levando assim a que se viva mais facilmente conformado pelos erros individuais criando uma “cultura” anestesiada ao horror do pecado. Isto pode resultar numa sociedade inteiramente submetida ao poder do mal, algo que nem se pode imaginar ser inconsequente, já que Deus julgará com grande severidade aqueles que corrompem a bondade nos Seus filhos (cf. Ap 19,2).

Jesus no evangelho não ilude nas palavras quanto a realidade do fim dos tempos, quando virá novamente em poder e glória para libertar do cativeiro os que sempre lhe foram fiéis (cf. Lc 21,27-28). Muitos tentam imaginar quando isto irá acontecer, pretensão que já sabemos ser inútil, visto a impossibilidade de tal previsão. Mas sabemos que acontecerá e que antes disso a terra passará por este momento de penúria para os filhos de Deus, onde se viverá um tempo – que também não se sabe a extensão – em que os que não acreditam em Deus, ou que duvidam de Sua preocupação com os seres humanos, pisaram sobre a terra e pareceram tão grandes em poder e número que desanimaram muitos filhos de Deus. Este fato é visível principalmente nos dias de hoje e penso que pode ser mais visível ainda futuramente. O que nos leva a ter ainda mais esperança no Senhor; o que nos leva a depurar mais nossa fé na pessoa de Jesus Cristo e na vida nova que Ele garantiu a todos.

Mesmo sofrendo na carne a perseguição, a dor e o desrespeito por amor a Deus e a sua Lei, precisamos nos manter firmes nos preceitos evangélicos de caridade mútua e humildade, para que saibamos lutar com o testemunho de vida contra a “milícia” do mal, que é o motivador da barbárie do pecado.

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