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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Memória de Santa Cecília

Estimados irmãos e irmãs.

A Igreja nos coloca neste dia, diante de uma memória ao mesmo tempo bela e controversa. Bela pelo símbolo da pureza e da fé, defendida até o extremo do martírio, onde o sangue da testemunho do amor a Deus e da entrega sem reserva pela causa do Evangelho. Controversa pelo fato de que historicamente não há muitos indícios fortes da veracidade desta história de uma jovem chamada Cecília que, mesmo casando, manteve-se virgem por Deus, converteu seu marido e acabou como ele, martirizado pela fé.

A história de Santa Cecília pode-se resumir assim: existia uma jovem por volta do segundo século da era cristã, que desde cedo recebeu uma educação como cristã piedosa. Ainda jovem foi prometida em casamento a um jovem chamado Valeriano, romano e pagão. Disse-se que teria falado a ele que havia se consagrada a Deus e que um anjo a defendia e guardava sua virgindade. Valeriano teria ficado confuso e pediu que mostrasse esse anjo, então Cecília o conduziu ao Batismo para que pudesse vê-lo, e assim aconteceu. Cecília encontrou no esposo um defensor, como seu anjo, de sua consagração a Deus. Por causa de sua conversão ao cristianismo Valeriano ajudava os cristãos a enterrar os irmãos mortos pela perseguição romana de então, e denunciado e preso, foi martirizado como resultado de sua firmeza na fé em Cristo. Cecília continuou o trabalho que Valeriano fazia as escondidas, mas foi descoberta, de modo que também foi presa. No entanto, ficaram com medo de a martirizar temendo uma propaganda ainda maior do cristianismo. Tentaram a matar por asfixia, numa câmara, mas não conseguiram, então a decapitaram.

Popularmente Santa Cecília ganhou o título de padroeira da música sacra desde o século XV, isto por que se diz que ela, no dia de seu casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais começou espontaneamente a cantar esta antífona: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”.

No dia de hoje, lembramos de Santa Cecília porque lembramos da beleza que existe em ser fiel ao amor de Deus, na musicalidade existente na pureza de alma e de corpo. Cantamos com Santa Cecília a maravilhosa vida de santidade que os cristãos são chamados a ter, mesmo a custa do próprio sangue. Com Jesus aprendemos que Deus nos visita e esta constantemente a nos olhar com amor, esperando nossa decisão livre mas firme por Ele, em todas as circunstâncias da vida. Deus lamenta muito nosso desdem naqueles momentos em que nos é pedido fidelidade a Sua Palavra, Ele chora quando não conseguimos vê-Lo junto de nós, quando pensamos estar longe Dele ao ponto de menosprezarmos o menor deslize que possa acontecer em nossas atitudes, palavras ou pensamentos. Santa Cecília foi uma enamorada de Deus, por isso foi-Lhe tão fácil deixar tudo que esta nossa vida pode oferecer para estar somente com Aquele que é o inspirador de sua mais bela canção, uma vida santa!

“Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz!” (Lc 19,42), diz Jesus, certamente largaríamos tudo o que nos prende aos vícios do pecado, aos gostos do mundo para nos colocarmos somente diante daquele que nos ama com infinito amor. Aquele do qual provêm tudo o que o ser humano necessita para sua vida eterna.

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