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O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Santo Inácio de Antioquia

Bispo e mártir
Pe. Valderi da Silva
Nos primeiros séculos do cristianismo, apareceram homens cheios do Espírito Santo, que não somente pregavam com iluminada eloquência, mas também deixavam seu testemunho de vida, carta magna de todo bom cristão.
Acredita-se que Inácio tenha sido discípulo do apóstolo João. De acordo com Eusébio de Cesaréia – Padre da Igreja, que nos deixou muitos registros sobre estes fatos primevos da Igreja - , Inácio foi o segundo bispo de Antioquia, sucedendo Evódio (História Eclesiástica, livro 3, capítulo 22). Por motivos desconhecidos, Inácio foi preso em 107, e enviado para Roma para o martírio. Era a época de grandes festas em Roma, em homenagem à vitórias do imperador sobre os dácios, povo que viveu na atual Romênia. Por isto, esperava-se que sua morte pudesse contribuir com os espetáculos.
Neste tempo, por decreto do imperador romano, Trajano, não havia uma perseguição geral aos cristãos, mas somente àquele que era denunciado por alguém, o que aconteceu no com Inácio. Não se sabe ao certo o motivo, mas pensa-se que foi justamente porque se recusava veementemente a participar dos sacrifícios rituais que os romanos ofereciam aos deuses, algo obrigatório a todos que residiam em território do império.
Tendo nascido provavelmente por volta do ano 30 ou 35, Inácio já era ancião ao morrer. Em suas cartas aparecia intitulado como o "Portador de Deus", como era conhecido pela comunidade cristã primitiva. Séculos mais tarde, baseando-se em uma mudança no texto de suas cartas, começou a se falar de Inácio como o "Levado por Deus", surgindo assim a lenda segundo a qual Inácio teria sido o menino que o Senhor tomou e colocou no meio das pessoas que o rodeavam (Mt 18,2; Mc 9,36).
Santo Inácio de Alexandria, deixou a maior carta que poderia ter enviado aos cristãos de sua época – e também a nós – com seu testemunho de vida, terminada no martírio cruel. Jogado às feras, deixou-se morrer por amar mais a Cristo que as leis e costumes humanos, provou com seu sangue que não há nada neste mundo que possa desculpar qualquer cristão de servir mais a engenhosidade humana que a sabedoria de Deus. Com seu martírio igualmente mostra-nos que nada deve temer aquele que fielmente esta com Cristo, nem a prisão, nem a morte: nada nos separará do amor de Cristo, nos ensina São Paulo.
O martírio de Inácio deixa a nós, em tempos de sutil perseguição ao pensamento e vida cristã, a motivação para estar preparado para testemunhar a fé com a vida e com a morte, com a liberdade e com a prisão. Nestas palavras de Inácio encontremos nosso consolo e coragem: “Sou trigo de Deus, serei moído pelos dentes das feras, para que me apresente como trigo puro de Cristo” (Santo Inácio de Antioquia, Cartas aos Romanos, 4).1
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1Fontes de pesquisa: Blog Communio SCJ, Site eCristianismo e Missal Quotidiano. Ed. Paulus, 1985, pg.1775.

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