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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Sábado – Gl 3,22-29 Lc 11,27-28

XXVII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Paulo fala aos Gálatas sobre um novo regime que se instaurou em Cristo Jesus, o regime da fé (cf. Gl 3,23), que nos liberta do antigo regime da Lei. É interessante percebermos que o Apóstolo não diz que a Lei foi inútil ou que foi um erro, pelo contrário, afirma que a Lei foi como um pedagogo (cf. Gl 3,24) que conduziu o espírito humano para o dia em que se revelasse o verdadeiro regime que nos leva verdadeiramente à Vontade de Deus.

Já na liturgia desta última quinta-feira (Gl 3,1-5) entendíamos que Paulo não nos transmitia uma imagem de ódio a Lei, mas de correta compreensão de sua existência e devido lugar dela em nossas vidas. Agora, completamos esta compreensão quando tiramos destas palavras de Paulo o entendimento de que a Lei têm sua finalidade enquanto orientação até o momento em que a fé deve finalmente ser a “Lei”, ou seja, ocupar o lugar que antes parecia ser naturalmente a dela. A fé deve manter-nos orientados nas diversas situações humanas, ela é quem deve reger nossas atitudes mediante decisões a tomar. Em realidade, mesmo a justiça e a moralidade só são retamente ordenadas e alcançam seu fim quando guiadas pela fé. Neste sentido, a fé acaba se tornando um novo regime para os cristãos, pois é a “orientação” fundamental para a dimensão humana e espiritual dos homens e mulheres.

Onde somos incorporados neste novo regime? É no batismo que nos colocamos sob este regime da fé, pois é ali que recebemos a graça que Cristo nos conquistou. Todos os batizados agora não vivem sob a Lei antiga, e por isso não se importam mais com as divisões de outrora: judeus ou gregos, escravos ou livres, homem ou mulher, pois sob a fé todos recebem a mesma graça de Deus o que torna a todos irmãos e filhos de Deus Pai, capacitando a todos de receberem as graças divinas que antes era para uns e não para outros.

Muitas vezes o próprio Jesus deixou vestígios sobre essa compreensão de Paulo sobre a Lei e a fé. Neste evangelho de hoje (Lc 11,27-28), ouvimos que certa mulher se aproxima de Jesus e lhe diz ser feliz o ventre que trouxe Jesus ao mundo e feliz aquela que o amentou. Jesus, numa resposta imediata mas não menos precisa diz que mais feliz são todos aqueles que põe em prática a Palavra de Deus. Disto podemos entender que nossa adesão a Deus e a tudo o que ele Revelou – contido especialmente na Sagrada Escritura – é o que torna alguém verdadeiramente feliz. Este “feliz” que Jesus pronuncia se equipara ao feliz do sermão da montanha, ou bem-aventurados, pois se trata de uma felicidade não efêmera, mas algo duradouro.

A fé como adesão a Deus, também deve ser adesão a tudo o que a Santíssima Trindade nos revelou. Encontramos esta revelação na Sagrada Escritura e na Tradição, que é explicada e mantida pelo Sagrado Magistério da Igreja. Portanto, podemos ser regidos por este regime da fé, como nos diz Paulo, se deixamos a Revelação de Deus nos orientar, mostrando o que no campo pessoal podemos fazer e também no campo social, como filhos de Deus, seguidores de Cristo.

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