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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Dom Richard Williamson fala sobre sua expulsão da FSSPX

O Bispo que negou o holocausto judeu e  que recentemente foi expulso pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX ou lefebvristas), Richard Williamson, assegurou que ele é fiel ao legado do arcebispo Marcel Lefebvre –que morreu excomungado em 1991– e solicitou a renúncia do superior geral da instituição, o Bispo Bernard Fellay.
Em uma carta aberta com data de 19 de outubro, dirigida a Fellay, Williamson  “agradece” o superior geral por ter comunicado a decisão da FSSPX de expulsá-lo da instituição.

Depois de enumerar uma série de "ordens mais ou menos desagradáveis" do superior geral que ele obedeceu "sem falta", Williamson assinala ainda que com o Concílio Vaticano II, os papas "parecem ser católicos mas em realidade são liberais, falam com a direita mas atuam à esquerda, caracterizam-se então pela contradição, a ambigüidade, a dialética hegeliana, e em poucas palavras, a mentira".

Para o Bispo expulso pelos lefebvristas –que estão em diálogo com a Igreja Católica buscando um possível ingresso à plena comunhão com a Sé Apostólica–, "Deus não abandona as almas que não querem abandoná-lo, e então Ele vem à ajuda do pequeno resto de almas católicas que não querem seguir a apostasia fofa do Vaticano II".

Williamson se refere logo ao arcebispo Marcel Lefebvre, como aquele que Deus supostamente envia para resistir "à traição dos prelados conciliares. Respeitando a realidade, não procurando conciliar o irreconciliável, negando-se a sonhar, este arcebispo fala com claridade, coerência e verdade".

Richard Williamson escreveu também que "ajudados pelos meios de comunicação e os governos, eles fizeram tudo para desacreditar, desonrar e desterrar o valente arcebispo. Em 1976, Paulo VI o suspendeu a Divinis e em 1988, João Paulo II o ‘excomungou’".

Para "piorar" a situação que segundo Williamson, desde o ano 2000 a FSSPX se aproxima de Roma e se mostra favorável à "hermenêutica da continuidade" proposta por Bento XVI: "dito de outro modo, o chefe da Fraternidade fundada em 1970 para resistir às novidades do Concílio, propõe conciliá-la com o Concílio".

Para o bispo expulso por desobediência da FSSPX, "o Superior Geral, o Conselho Geral e o Capítulo Geral da FSSPX quiseram reter como mascote Dom Lefebvre, de todas maneiras eles têm um novo pensamento que passa por cima de razões muito graves pelas quais ele (Lefebvre) fundou a Fraternidade. Eles a levam à sua ruína por uma traição pelo menos objetiva, completamente paralela à do Vaticano II".

Depois de reiterar que em sua opinião, "a tradição católica e o Vaticano II são irreconciliáveis", Williamson questiona a decisão de sua expulsão e considera que "a história se repete, e o diabo sempre retorna à carga" tentando harmonizar o Concílio com a tradição.

Esta é uma perspectiva que o Papa Bento XVI questionou em distintos momentos de seu pontificado propondo a "hermenêutica da continuidade", que estabelece que o Concílio Vaticano II não rompeu com a autêntica Tradição católica mas está em continuidade com ela, algo que os lefebvristas se negam a aceitar até o momento.
Na carta, publicada pelo site francês Rivarol, Williamson reitera sua fidelidade a Lefebvre e diz a Fellay que "se você tivesse sido fiel à sua herança e eu tivesse sido notavelmente infiel, eu reconheceria com todo prazer seu direito de expulsar-me ".

"Sendo as coisas como são, espero não faltar com o respeito ao seu ofício sugerindo-lhe que pela glória de Deus, pela salvação das almas, pela paz interior da Fraternidade, e pela sua própria salvação eterna, você teria feito melhor renunciando como Superior Geral que me expulsando-me", conclui.

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Fonte: ACI/EWTN Noticias

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