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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

A dor da despedida

Já experimentou uma dor interior, algo que não é causado por ferimentos externos, não por um choque com a porta ou a parede? Algo que é até inexplicável? Indizível?

Você talvez me diga: “sim, mas existem vários fatos diferentes que podem me causar esta dor”. Realmente, não discordo. Mas penso naquela dor que você não consegue evitar, que te dói mais ainda quando te parece uma pura injustiça, quando você se sabe totalmente inocente, e mais, sabendo que fez tudo certo, mais do que até se esperava. Uma dor incrivelmente inexplicável!

Falo da dor da despedida. Despedida muitas vezes forçada, indesejada, não querida nem imaginada. Algo que você sempre descartou de suas possibilidades porque a vida não dava pistas de que isso poderia acontecer.

Uma despedida, dentre muitas que você faz na vida, pode te levar a reviver aquele momento de dor por todos os dias em que viver. Uma despedida, que você não planejava, não queria, não imaginava… uma despedida injusta, uma ofensa grave a teu sentimento pelo simples fato de acontecer. Parece triste demais, mas é. Uma dor que surge do “nada” e parece ter nascido “imortal”, pois em cada dia, às vezes por breves segundos, te lembra que ela esta aí… viva em teu coração.

Uma despedida que você lembra cada detalhe: roupa, palavras, silêncio, céu, vento… último olhar. Tudo é injusto, tudo acontece sobre lágrimas contendo muitos sentimentos, tantos que se misturam num turbilhão impossível de acalmar e identificar.

E você, nesta despedida, depois da troca de olhares e de perguntar muitas vezes “por quê?”, vira-se e olhando para o chão começa a andar, o andar da despedida final, passos que não voltarão, passos para o desconhecido futuro longe de quem se despediu.

Esta dor fica e sempre mostra-se viva, e você inevitavelmente acaba se perguntando se é o único a sentir tamanha dor, afinal, eram dois se despedindo, não um.

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