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O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Precisa-se de pessoas magnânimas

“A magnanimidade esta em crise. A estranha mistura de individualismo e coletivismo da sociedade moderna produz  gerações de pusilânimes…, gente sem ideal, sem missão, sem vocação…”

(Alexandre Havard. Virtudes e Liderança. pg. 16. Quadrante. São Paulo, 2011)Magnanimidade Temperanca Justica

Poderia ser apenas uma visão pessimista se não a pudêssemos perceber em nossa sociedade. As pessoas estão mais ocupadas consigo mesmo, e de uma forma totalmente individualista, que não há mais sinais de magnanimidade em suas vidas. Sem desejar expressar idéias negativas, penso ser necessário olhar para este lado “podre” do ser humano moderno, que abandonou a nobreza de alma para evidenciar a debilidade, ou melhor dizendo, o medo de viver com a alma, a covardia de se esconder em si mesmo para não ser “tocado” por outro.

Já percebemos o que significa magnanimidade e pusilânimidade. O primeiro significa grandeza de alma, nobreza interior, próprio de quem foi educado para vencer o medo e o respeito humano quando se trata de atos altruístas, ou diríamos no espírito evangélico, com amor. O outro nos mostra quase o oposto, pois se trata de alguém que vive pelo medo, deixa suas ações expressarem a covardia de quem não têm caráter formado ao ponto de ser magnânimo consigo e com os outros. Como dizia a frase de Havard, gente sem ideais, que não vislumbram um futuro a alcançar, pois o medo não os deixa.

Incrível como a magnanimidade esta cada vez mais em falta nas pessoas de hoje, pois o que vemos é mais a prevalência de vícios que não permitem a formação para esta nobreza de alma, lugar propício para se cultivar um terreno fértil para ideais e principalmente para seguir a missão a que sentem-se chamados. Facilmente encontramos pessoas sem sentido para a vida, dizendo-se perdidas, sem gosto de viver, estas certamente nunca foram conduzidas adequadamente para uma vida de magnânimas atitudes, educadas no mais alto grau do individualismo, materialismo capitalista e sem nenhum destaque para o amor verdadeiro aos demais. Evidentemente que uma pessoa assim, chegaria a tal ponto na sua existência, pois não é da natureza do ser humano viver somente para si, sem esta caracteristica fundamental para os outros e para si mesmo. Alguém educado nestas categorias do mundo moderno, dificilmente vive todos os  seus anos sem algum arrependimento do modo como conduziu sua vida.

“Magnanimidade: ânimo grande, alma onde cabem muitos. É a força que nos move a sair de nós mesmos, a fim de nos prepararmos para empreender obras valiosas, em benefício de todos […]. O magnânimo dedica sem reservas as suas forças ao que vale a pena. Por isso, é capaz de se entregar a sim mesmo. Não se conforma com dar: dá-se”.

(Josemaria Escrivá. Amigos de Deus. n.80, Quadrante. São Paulo, 2000)

Nestas palavras de São Josemaria Escrivá de Balaguer, encontramos condensado tudo o que podemos tirar de magnânimidade e de seu contrário. Mas também ajuda-nos a perceber com clareza a necessidade de se possuir uma alma grande, nobre, capaz de doar-se com facilidade àquilo que valha pena. Numa expressa profunda, que compromete o mais íntimo do ser humano São josemaria nos diz que ele não se conforma em apenas doar-se, mas precisa dá-se, com toda a profundidade que isto revela.

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