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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

São Bartolomeu, apóstolo

Ap 21,9b-14 Jo 1,45-51

Pe. Valderi da Silva

Hoje celebramos a festa do apóstolo são Bartolomeu. O evangelista São João relata seu primeiro encontro com o Senhor com tanta vivacidade que resulta fácil incluir-nos na cena, por isso, podemos fazer este esforço agora juntamente com Filipe, neste encontro inesperado mas profundamente tocante.

Jesus esta se dirigindo para a Galileia (cf. Jo 1,43) e no caminho encontra um jovem chamado Filipe e de modo rápido mas profundamente verdadeiro, diz a este jovem: “Segue-me” (Jo 1,43). É a irresistível chamada de Cristo, aquele que deixa Cristo olhar nos seus olhos e ouve o que Ele têm a dizer dificilmente deixa de atendê-lo, por isso, o evangelista nem se da ao luxo de deixar registrado algum diálogo ou se Filipe seguiu imediatamente Jesus ou o fez depois, apenas se limita a dizer que o fez.

Logo em seguida, após reconhecer em Jesus aquele a quem procurava, Filipe vai procurar Natanael – que têm por nome Bartolomeu, mas nos evangelhos é chamado de Natanael (“Deus deu”) – para lhe trazer esta boa nova. De modo muito tímido e até inconsciente, estes futuros apóstolos já começam sua missão de levar as pessoas ao encontro de Cristo. Se torna claro que a postura inicial de Natanael é justamente a mesma postura daqueles relutantes em se aproximar do Cristo somente porque ouvem falar dele. Neste momento podemos perceber que se afirma mais categoricamente o encontro pessoal com Cristo para que haja este verdadeiro conhecimento de Sua pessoa, e mais ainda, para que se possa verdadeiramente o reconhecer como Senhor. Na missão apostólica da Igreja, esta necessidade evangélica sempre se fez presente em sua atividade pastoral e é o que sempre se tenta transmitir a todos aqueles que sentem este chamado de servir ao Senhor. Todos os cristãos, devem sentir este apelo forte que nasce do Evangelho e das próprias figuras dos apóstolos, pois se lembrarmos de como cada um foi chamado por Jesus, encontraremos esta necessidade do encontro pessoal com Ele, para que nasça a confissão de Sua divindade.

Por meio deste encontro de Natanael com o Senhor, podemos, então, perceber a necessidade de uma atitude concreta de encontro com Deus para que se faça sólida a pregação recebida. Para muitos será necessário, além de ouvir sobre Jesus e recitar orações, um ir até a pessoa de Cristo para que se possa vê-lo, e neste contato íntimo ouvir de Sua própria boca que sempre esteve a nos olhar, mas que esperava ansioso este encontro. Este encontro pode acontecer de modo diverso, para alguns será exercendo a caridade para com os demais como alguém que dedica-se exclusivamente a esta tarefa; a outros será através de uma profunda meditação sobre a vida de Cristo através dos Evangelhos, enfim, de modo diverso, cada pessoa têm esta oportunidade de encontrar-se intimamente com o Senhor e assim, escutá-Lo mais facilmente e ter a certeza que segue o Filho de Deus.

Natanael, tendo encontrado a Jesus pessoalmente, não resistiu as palavras Dele e o reconheceu imediatamente como Filho de Deus, Rei de Israel (cf. Jo 1,49). É a confissão que nasce após ter encontrado o Cristo, a alma exulta, pois finalmente encontrou a verdade para todas as perguntas que interiormente surge em nossas vidas.

Olhando para este encontro de Natanael com Cristo, e desejosos de sempre ter este encontro pessoal com Ele, nos dediquemos sempre mais a nossa vida cristã, pois é nela que teremos mais facilmente a oportunidade deste encontro pessoal com o Senhor.

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