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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Sábado – Hab 1,12 – 2,4 Mt 17,14-20

XVIII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

O que nos faz persistentes na vida cristã é a fé em Deus. Esta fé é o baluarte que devemos sustentar em nossa vida, visto que é dela que vivemos firmes neste mundo. É claro que um pessoa sem esta virtude da fé não consegue se sustentar na vida em Deus em meio as muitas oportunidades que o mundo oferece e que somente nos levam aos afastamento de Deus.

Diz o livro da profecia de Habacuc que o justo viverá por sua fé (cf. Hab 2,4). É uma verdade constatável na própria vida humana, pois quem pretende viver sem esperança em algo invisível, que ainda não se concretizou e nem têm prazo para tal, dificilmente consegue manter-se equilibrado na própria vida. Quanto mais se tratamos da vida espiritual que essencialmente precisa da fé para se manter e se desenvolver da forma necessária. De fato, na vida espiritual a fé é o motor que a move na direção correta de sua existência, pois é somente através da fé que nos atinaremos a buscar aquilo que realiza a alma. É através dela ainda que procuraremos conhecer e amar este Ser que sacia o desejo da alma do infinito.Grao de mostarda

Voltando mais claramente ao dizer da profecia de Habacuc, notamos que é do justo que fala. Na Sagrada Escritura a palavra justo é usada também para determinar aquela pessoa que vive santamente, por isso, ser oportuno utilizar esta sentença aos cristãos que sabem se seu chamado a santidade. Devem viver da fé para alcançar o que buscam, pois é por ela que encontraram o Deus de infinita santidade, fonte e inspiração da santidade buscada pela alma.

Evidentemente que também se refere a nossa vida neste mundo. Aquele que pretende viver de modo “justo” deve buscar viver somente por sua fé, orientando todos os aspectos de sua vida por este olhar que somente que encontra aquele que esforça-se por fazer crescer sua fé em Deus, contando sempre com o auxílio divino.

Já Jesus nos mostra a necessidade do desenvolvimento da fé. É preciso não se contentar com a fé que temos, que pode se revelar muito menor que uma semente de mostarda. Encontramos a necessidade de ter uma fé cada vez maior na leitura de Habacuc e neste evangelho: primeiramente para vivermos na santidade (cf. Hab 2,4) e depois para poder expulsar todo mal que nos rodeia (cf. Mt 17,19-20). Este último aspecto também se mostra importante ao olharmos para o evangelho e vermos que os discípulos tentaram curar o menino mas não conseguiram por conta da pouca fé. Para ajudarmos nossos irmãos e poder curá-los de diversos males em nome do Senhor, nossa fé pessoal será sempre fator fundamental.

Terminando sua fala neste evangelho, Jesus nos mostra o que a fé é capaz de fazer se for do tamanho razoável (cf. Mt 17,20). Realmente ela pode realizar milagres na vida pessoal e também naqueles que nos procuram pedindo auxílio. Esta perspectiva poderosa da fé nos deve ser o bastante para nos convencer de que é sempre necessário vivificá-la para fortalecê-la e assim desenvolvê-la a cada dia.

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