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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Sábado – At 16,1-10 Jo 15,18-21

V Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

Jesus fala que o mundo sempre o odiou. Mas quem é este mundo? Poderíamos pensar que se trata simplesmente das pessoas que negam a Cristo, mas no cerne desta declaração de Jesus esta o mal, que sendo ausência do bem, não compactua com Cristo, senão deixaria de ser mal. De modo que, como o Cristo existe desde a criação do mundo, o mal odeia ao Filho de Deus desde que passou a existir. Este ódio é consequência lógica do “mundo”, pois lhe é impossível existir onde Cristo está presente. De fato, a simples presença de Deus reprime o “mundo”, fazendo com que ele não consiga fazer outra coisa senão odiar a Deus e arquitetar planos de perseguição com o objetivo de afastar Deus dos lugares onde pretende estar. Estes seus planos só se tornam reais com a cumplicidade do ser humano que se deixa influenciar pelo “mundo”, tornando-se mais que simples vítimas do mal, mas seus colaboradores.

O “mundo” gostar ou não de alguém sempre depende de com quem esta pessoa vive em sua vida: com Deus – e tudo o que isto implica – ou com um apego a vida que as coisas “mortas” podem lhe proporcionar. O mal esta a nos rodear procurando ver com quem vamos viver. Mesmo um cristão razoavelmente frequente em sua comunidade pode levar uma vida mais inclinada ao “mundo” do que a Deus, pois a decisão por Deus é radical e exigente.

O “mundo” é o bufe dos pecados, a oferta gratuita dos vícios. Por isso, o mundo inveja a Cristo e acaba odiando igualmente aqueles que optam por Deus em suas vidas. Os apelativos que vemos nas ruas, na televisão e na internet são rótulos destes pecados oferecidos pelo “mundo”. Entre uma ou outra coisa que percebemos ser de honesta qualidade, a grande maioria chama mais a atenção pela fácil aceitação, ou seja, tudo parece fácil de se adquirir ou fazer. Isto é o maior marketing do “mundo”, pois sabem que o espírito humano fraco em maturidade, fica facilmente inclinado a pegar o que mais lhe parece fácil sem se perguntar se é conveniente.

Jesus ainda lembra que Ele é o Mestre, e como tal é perseguido por primeiro, mas isto não significa que seus seguidores estarão livres da perseguição.

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