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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Da hierarquia familiar: pais e filhos são amigos?

Desde minha educação no ensino fundamental escuto aqui e acolá, algum porfessor, psicólogo ou mesmo pais “modernos” dizerem que o melhor caminho que se apresenta para uma boa educação dos filhos é tratá-los como amigos. Uma relação que permitira um aproximamento maior, tornando mais fácil desenvolver alguns assuntos, por vezes delicados para os pais abordarem com seus filhos.

Sem desejar ser rude, ou mesmo grotesco, sou obrigado a dizer a estes: acordem, estam querendo enganar quem? Vocês mesmos? Ou pensam que iram enganar seus filhos?

Em um relacionamento entre amigos devemos entender primeiramente o que é a real amizade, e o que não é amizade. APais e filhos [adolescente gritando com pai] amizade é sinônimo de paridade, igualdade. Ela nivela todos os amigos, e faz com que não haja alguém superior, ou com alguma autoridade sobre os demais amigos. Tratando meu filho como amigo, me coloco ao mesmo nível dele e com isso posso até conquistar um pouco mais de sua simpatia, mas perco o que é meu, o que é caracteristico meu como pai, perco minha autoridade. Seria como um superior de Estado renunciasse seu mandato, voltando a ser como os demais cidadãos, sem autoridade sobre ninguém. Evidentemente a autoridade que o pai ou a mãe exerce é de serviço ao filho, isto é, não é superior para escravizar o filho ou para torna-lo simples objeto do prazer pelo poder paterno ou materno. 

É um engano grotesco (isso sim ridículo!) pensar que este comportamento “moderno” de tratar o filhos como amigos não interferiria na autoridade dos pais. Em vários casos vemos argumento contra esta idéia, pois nunca podemos ter a certeza da recepção deste tipo de comportamento dos pais pelos filhos adolescentes e jovens. O mais provável que aconteça é que estes filhos acabem agindo de forma a niglenciar a tutela dos pais, sendo-lhe permitido fazer qualquer coisa. E o mais trágico é a má formação humana e moral destes filhos que sob uma “libertinagem” paterna e materna dificilmente respeitaram uma autoridade.

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