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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Adoração da Cruz [IV]

Só a ti isto foi dado: ao Salvador sustentar

e a todos que hão naufragados ao porto eterno levar,

pois o Cordeiro, imolado, quis o teu tronco sargrar.

Mais elevada em dignidade, entre as criaturas inanimadas não existe. Este lenho que foi escolhido para sustentar o corpo do Salvador dos homens, é a figura que Deus quis usar para também mostrar que é Senhor do mundo inteiro, de todas as criaturas e que Sua oferta generosa e iniqualável trará a restauração do universo, das criaturas animadas e inanimadas. Este lenho, banhado com o sangue do Cordeiro, se reveste de glória entre as criaturas, pois a quem mais o Senhor do universo se dignou deitar dando o último expiro?

Este lenho agora é adotado por Nosso Senhor, a Ele não mais se separará enquanto o mundo inteiro não estiver livre do pecado. Este lenho em forma de cruz, se transforma em indicação, seta a apontar o caminho do Céu. Em realidade ele é a mostra mais viva para nós de que não é possível passar para o Reino dos Céus sem conviver com a cruz, sem conviver com a dor e o sofrimento. Eles são momentos necessários para o crescimento do ser humano além de serem meios eficazes de fortalecimento contra a força do mal.

Evidentemente, não se pode ficar neste estado de sofrimento, ele é momento, passagem necessária mas não duradoura. Carregamos a cruz do pecado, mas sempre somos libertos dela ao pedirmos perdão a Deus no sacramento da confissão. Precisamos é ter a capacidade de viver no estado de graça, isto é, estado daquele que carregou a cruz do pecado cometido, mas ao pedir o perdão sacramental, se esforça por não mais pecar.

Louvor e glória ao Deus trino, fonte de luz, sumo bem.

Ao Pai e ao Filho divino louvor eterno convêm.

Ergamos todos um hino ao que de ambos provêm. Amém.

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