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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Terça-feira – Ez 47,1-9.12 Jo 5,1-16

IV Semana da Quaresma

Pe. Valderi

Essa imagem que Ezequiel nos traz é esperança para o povo de Israel, onde um rio transbordante de vida sairá do templo do Senhor, manifestando que da Casa do Senhor é que provêm a água da vida, renovadora, que limpa a mente, espírito e corpo e nos leva a perfeita comunhão com Deus.

Jesus cura em sabado no templo Este rio corre no lado direito do templo, lado onde repouso o trono de Jesus, a direita do Pai. Cristo neste evangelho cura um um homem doente, que já estava nesta situação a muitos anos. E justamente o faz no templo, próximo a uma piscina que existe ali, onde se acreditava pousar um anjo que agitava a água e curava quem nela se banhasse por primeiro. O templo é local de cura, libertação, renovação, e a água é simbolo por excelência desta ação de Deus. Jesus sabe disso, mas nesta cura não se utiliza da água, mas somente de Suas palavras. A palavra de Cristo é “água” que jorra sobre nós para nos tornar puros e renovados saindo do novo Templo, o Cristo Jesus. Por isso, a insistência para que todos nós ouçamos a voz de Cristo em Seus evangelhos. Esta palavra é água que corre para a vida eterna.

Jesus desafia mais uma vez a lei do sábado, não porque desejasse ser rebelde desobedecendo a lei. Jesus quer é mostrar aos judeus que a Lei não deve controlar a caridade, mas a lei deve ser exercida a partir dela. Assim, não pode o homem deixar de exercer uma obra boa por causa de uma lei, mesmo que revestida de louvor a Deus. É preciso entender que a lei esta a serviço do homem e não o homem a serviço dela.

No final deste relato Jesus fala ao homem que havia sido curado: Não voltes a pecar, para que não te acontece coisa pior (v.14). O que poderia ser pior do que ficar cego, paralítico ou coxo? Já sabemos a resposta, a vida eterna longe de Deus, na escuridão sem fim onde não há luz nem felicidade. Pecar é a garantia de que estaremos nos encaminhando cada vez mais para longe de Deus, e nos colocando naquele lugar onde reina as trevas. Isso é pior do que qualquer doença que possamos ter.

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