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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Sábado – Os 6,1-6 Lc 18,9-14

III Semana da Quaresma

Pe. Valderi

Certo é a vinda de Deus, certo é o fato de que nos encontraremos definitivamente e decisivamente diante de Deus no dia de nosso juízo final. Como Deus nos tratará? Não podemos imaginar, mas podemos saber o que podemos fazer aqui neste mundo para nos encontrarmos diante do Justo Juiz com menos indignidade.

Algo nos aponta esta leitura de Oseias. Quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus mais do que holocaustos (v.6), desta maneira Deus nos orienta sobre o que lhe agrada mais em nossas atitudes. Uma vida regida pelo pelo amor, onde a caridade e a busca incessante pela vida divina são atitudes constantes, consegue obter mais beneplácitos de Deus ao ponto de ser agradável a Seus olhos, por isso se diz também que uma alma assim, mais facilmente obtêm a entrada no Reino de Deus.

A busca pelo conhecimento de Deus é algo necessário para nossa fé, pois além de nos aproximar da vida divina nos abre o horizonte da contemplação, onde vislumbramos o infinito de Deus, enchemos nossos olhos da mente e do coração com a magnitude insondável de Deus. Isto nos faz transbordar na fé.

A parábola de Jesus, neste evangelho, nos traz dois homens com duas atitudes diferentes mas no mesmo local e com a mesma intenção: elevar a Deus sua oração no Templo.

Acontece que o fariseu, não consegue orar verdadeiramente, pois sempre fala com Deus elogiando a si próprio, condenando os outros através de suas posturas. Este fariseu é tipo daquele cristão que não consegue ir a uma igreja ou no sacramento da confissão sem mencionar o pecado dos outros. Não consegue ver a si mesmo, apenas pensa e fala do que vê na atitude exterior dos irmãos. É uma postura condenável por Jesus, pois este acaba se colocando no lugar de Deus como juiz, proferindo uma condenação a respeito da outra pessoa, pois a julga um pecador enquanto ele não teria nenhum pecado.

Vejamos o publicano: Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador (v.13). A atitude humilde deste publicano agrada a Deus e este sai do Templo justificado, ou seja, perdoado e agraciado por Deus, pois falou de si, e falando de si mesmo não tem como não se reconhecer pecador. O conhecimento de si mesmo é para o cristão muito importante, através dele sou capaz de ver o quanto sou fraco em determinado assunto, ou situação, e verificando isso posso fazer algo para resistir mais a tentação e não voltar a errar.

Nossa oração deve sempre ser dirigida a Deus com a humildade do publicano, deixando de lado as manias dos outros que me incomodam, deixando fora também minhas vaidades a meu respeito. Tenhamos sempre presente que o que mais agrada a Deus é um coração que O busca e ama.

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