Pular para o conteúdo principal

≡≡ LEITURA RECOMENDADA

A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Sábado – Jr 11,18-20 Jo 7,40-53

IV Semana da Quaresma

Pe. Valderi

O trágico sentimento ao saber da sorte que espera o justo é angustiante. No profeta este sentimento esta a nível do sentimento de Cristo ao sentir antecipadamente as dores do Seu calvário.

Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício (v.19), assim age aquele que mesmo injustamente é perseguido e procurado para a morte, que tem a confiança em Deus e sabe da eterna recompensa que aguarda aquele que não reluta ao martírio, mas oferece a vida em amor a Deus e aos homens. O inimigo procura a morte do justo, não porque a ele contenta matar, mas porque o justo lhe incomoda, lhe acusa diante da Lei de Deus e também diante da humanidade com os homens. Este inimigo que persegue e mata, não consegue julgar, apenas tenta levar a termo de seu interesse o sacrifício daquele que se tornou pedra em seu caminho.

Neste mundo atual assistimos muitos interessados em perseguir e calar a voz de quem os incomoda, que não os deixa agir conforme seus interesses. Eles maquinam e esforçam-se em intrigas e articulações maquiavélicas a fim de aos poucos levar aquele ou aqueles que os incomodam ao sacrifício, ou seja, a calarem-se para sempre, eliminando assim a pedra que atrapalha seu caminho de interesse.

No evangelho de hoje escutamos algo parecido. Fariseus e chefes do templo maquinavam e procuravam prender Jesus a fim de o calarem, pois havia se tornado pedra de incomodo para eles, visto que os acusava mostrando a realidade de suas ações.

Mas Cristo não é preso na hora que eles querem, não se sujeita a vontade humana nem para ser levado ao sacrifício como faz parte de Sua missão. É sempre Ele quem dita o momento certo, e por isso não o prendem como desejam os fariseu e os chefes. Chegará a Hora de Cristo, a Hora da Glorificação onde a Nova Aliança com Deus será selada para sempre.

Um outro fato importante de se notar é a soberba dos fariseus e chefes do templo ao afirmarem com convicção que sabem perfeitamente donde deve vir o Messias, ou seja, afirmam saber os planos de Deus, e presunçosamente rogam a si o conhecimento da mente divina, tudo por conta de haverem estudado as escrituras. Mas Deus age livremente, e faz nascer onde ninguém espera um nascimento, assim como faz surgir vida da morte. Isto é importante que notemos, pois alguns neste mundo julgam também serem conhecedores dos planos divinos, outorgando a si poderes de prever futuro, ler mentes, etc. A estes com caridade devemos dar-lhes a menor atenção possível, visto que sabemos que em nada contribuem para a edificação humana e espiritual.

Comentários

Publicação mais visitada do site no último ano:

Carta de um leigo a Dom Benedito Beni dos Santos a respetio da “Missa Sertaneja” celebrada pela Comunidade Canção Nova