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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Quinta-feira – Gn 17,3-9 Jo 8,51-59

V Semana da Quaresma

Pe. Valderi

Ouvimos nesta leitura do livro do Gênesis o pacto que Deus realiza com Abrão, que a partir de então passa a se chamar Abraão – pai de muitos. Neste momento se inicia o desenvolvimento da história da salvação, entra em curso o desígnio misterioso mas bem elaborado, de Deus a fim de salvar o ser humano da escravidão do pecado que os leva a morte eterna.

O pedido de Deus a Abraão para que guarde esta Aliança e para que a descendência dele também seja fiel a ela, permanece até hoje, somos a descendência de Abraão que tem por compromisso resguardar este pacto que Deus firmou com o ser humano.

A palavra de Jesus dá a vida, pois o Cristo é o próprio dom da existência, isto é, Dele é que provêm nosso existir, estamos aqui, neste corpo e vivendo neste mundo, por vontade e poder de Cristo. Em realidade, precisamos fazer um exercício mental todas as vezes que pensamos em nossa existência, pois ela é dom de Deus, mas como explicamos o porque existimos? Esta pergunta necessita de uma resposta vivencial, ou seja, é vivendo no tempo com a constante presença de Deus, fazendo nossas tarefas diárias, que compreendemos o porque existimos e qual nosso objetivo. De Deus saímos e para Ele voltamos, este mundo é apenas passagem necessária de nossa existência.

Vimos que a mentalidade do povo contemporâneo a Jesus não compreendia o que Cristo falava, isto porque não conheciam a Jesus como Filho de Deus. Nem sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!? (v.57), esta pergunta é exemplo claro que suas mentes eram incapazes de compreender o que Jesus estava falando. Se compreendessem que Cristo é o Filho de Deus, eterno como Ele, compreenderiam que Abraão veio depois de Jesus na ordem da existência. Na verdade, Abraão, o pai de muitos, deve sua existência a Deus Trindade.

Eu sou... (v.58). O Filho de Deus goza das iguais categorias de Deus Pai, por isso Ele nomeia-se como Deus o fez a Moisés no deserto, na conversa que teve com este através da sarça ardente Eu sou aquele que sou (Ex 3,14). Esta denominação traduz a existência de Deus antes de qualquer existência, antes de existir o tempo, por isso Ele conhece tudo e todos, e sabe de antemão o que nossas atitudes irão causar, pois nos conhece por dentro e por fora.

Como filhos de Abraão, descendentes do pacto que Deus fez com a humanidade, estamos compelidos a agirmos com fidelidade a esta aliança, com mais consciência, pois temos a revelação de Cristo para nos fazer entender mais claramente a existência divina e a nossa própria como originários de Deus e destinados a voltar para Ele.

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