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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Família, primeira escola de oração: São José

O primeiro a fazer a experiência [da escola de oração na família] foi José. Seu humilde e sincero amor à sua prometida e a decisão de unir sua vida à de Maria o atraíram e introduziram também a ele, que já era um “homem justo” (Mt 1,19), numa singular intimidade com Deus.Sao Jose falando com Menino Jesus

De fato, com Maria e depois, sobretudo, com Jesus, ele inicia uma nova forma de relacionar-se com Deus, de O acolher na própria vida, de entrar no seu projeto de salvação, cumprindo a sua vontade. Depois de ter seguido com confiança a indicação do Anjo - “não temas receber Maria, tua esposa” (Mt1,20) – ele A tomou consigo e partilhou sua vida com Ela; entregou-se deveras totalmente a Maria e a Jesus, e isto o conduziu à perfeição da resposta à vocação recebida.

O Evangelho, como sabemos, não conservou palavra alguma de José. A sua presença é silenciosa, mas fiel, constante, laboriosa. Podemos imaginar que também ele, como sua esposa e em íntima consonância com Ela, tenha vivido os anos da infância e da adolescência de Jesus, deleitando-se, por assim dizer, com sua presença na família.

José cumpriu plenamente o seu papel paterno, sob todos os aspectos. Certamente educou Jesus na oração, junto com Maria. Ele, em particular, tê-Lo-á levado consigo à sinagoga, aos ritos do sábado, assim como a Jerusalém, para as grandes festas do povo de Israel. José, segundo a tradição judaica, terá guiado a oração doméstica quer no dia a dia – de manhã, à noite, nas vésperas, nas refeições –, quer nas principais festas religiosas. Assim, no ritmo dos dias transcorridos em Nazaré, entre a casa simples e a oficina de José, Jesus aprendeu a alternar oração e trabalho, e a oferecer a Deus também a fadiga para ganhar o pão necessário à família.

Revista Arautos do Evangelho. Fevereiro 2012, N.122, pg.7

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