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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Pedro Vs. Laicismo

De tempos em tempos vemos surgir uma voz marcadamente corajosa e persistente na luta contra o desvio do ser humano no caminho da verdade. É assim a respeito do erro do totalitarismo de alguma ideologia que escurece a realidade para o ser humano e é assim também a respeito do fundamentalismo laicista que surge como "cria" no relativismo moderno. Esta voz a que me refiro não poderia ser outra que a do atual Sucessor de Pedro, Bento XVI.
O que mais causa pavor no fundamentalismo laicista é a irracionalidade na fé. Considerar tudo a respeito da fé como fruto de "magia" dá um pseudo argumento aos laicistas militantes que não conseguem encontrar os fundamentos da fé, que na verdade está baseada nas palavras de Cristo e em Sua própria pessoa. A relatividade defendida pelos laicistas colocam a perigo a mente racional do ser humano, jogando-o a beira do abismo vazio da descrença no sobrenatural.
Talvez a conseqüência mais grave que podemos notar no fundamentalismo laicista seja a exclusão da religião em matérias sociais, o que vai relegando a religião ao papel de acessório dispensável como roupas que estão ou não na moda! Isto faz inegavelmente com que muitas pessoas caiam num sincretismo ainda maior do que já presenciamos, ou seja, não se vê mal algum em adotar várias espiritualidades visto que elas não têm "autoridade" para orientar a vida social.
Nas recentes eleições brasileiras tivemos uma prova disto, várias pessoas tentando argumentar que numa questão sobre aborto a religião não deveria interferir visto se tratar de "caso de saúde pública", ou seja, que toca a vida social e isto quer dizer fora do alcance da religião.
Ora, a questão moral independe da vontade do Estado ou das pessoas. Uma questão moral deve ser pautada pela verdade do fato, e isto em relação ao aborto requer o mínimo de esforço racional para alguém concluir que deve ser contra tal prática voluntária.
Transformar práticas sem fundamento na lei natural em leis de "direito" é uma das conseqüências do laicismo e isto acaba levando pessoas de raciocínio tísico ao abandono do caminho que leva a verdade deixando-as a mercê do relativismo religioso e social.

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