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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

São Vicente Strambi e a Oração Mental

Para a formação espiritual dos seminaristas, insistia em dois pontos essenciais: a comunhão diária, numa época em que esse não era o costume, e a oração mental. Esta era fundamental na formação do apóstolo, isso de tal maneira que ele fazia exames não só do método da meditação, mas também de sua prática e dos frutos reais nela conseguidos. Sem oração mental não há verdadeiro sacerdote. Por isso, para auxiliar seus seminaristas e sacerdotes na prática desse indispensável meio de oração, escreveu várias meditações sobre os deveres do estado sacerdotal e sobre os Novíssimos (Morte, Juízo, Inferno e Paraíso).
Neste dia 24 de setembro comemora-se em toda a Igreja a memória de São Vicente Maria Strambi, missionário passionista (1745-1824). Como todos os santos ele merece ser lembrado como modelo de virtude e fé, especialmente pela fé na Igreja, algo que muito se enfraqueceu em nossos irmãos nestes tempos “modernos”.

Mas quero citar este santo pela sua dedicação especial aos seminaristas, ou seja, àqueles que se preparam para o sacerdócio. Na verdade, São Vicente como bispo fez algo que todo prelado deve fazer configurando nenhuma novidade no que este santo realizou. No entanto, sua insistência em um ponto chama muito a atenção: a oração mental.

Ele fez desta prática algo essencial juntamente com a comunhão diária para a formação do futuro sacerdote. E entendo a importância dada. Com a comunhão recebe-se o Corpo e o Sangue do Senhor em espécies, ou seja, de forma material recebemos o Senhor (forma excelentíssima de comunhão com Ele), mas em segundo lugar temos a oração mental como comunhão com o Senhor, pois nela se pode literalmente conversar com o Senhor, ter a intimidade que a oração vocal deixa a desejar por estar suscetível as interrupções do ambiente.

Através da oração mental se cria intimidade com o Senhor criando pouco a pouco uma convivência com Cristo e com isto pode o futuro sacerdote sair do seminário para a missão pastoral já ordenado com a intimidade necessária com Cristo, falando-Lhe e sendo ouvido, pedindo e sendo atendido. 
Não duvido que deste modo alguém possa chegar mais rapidamente a santidade!

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