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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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O sacerdote e o filho

Durante muitos anos, um sacerdote brâmane cuidava de uma capela; quando precisou viajar, pediu a seu filho que se encarregasse das tarefas diárias até o seu retorno. Entre essas tarefas, o menino devia colocar a oferenda de alimento diante da Divindade, e observar se Ela comia.

O garoto dirigiu-se, animado, até o templo onde o pai trabalhava. Colocou o alimento, e ficou aguardando as reações da imagem. O resto do dia ficou ali.
E a estátua permaneceu imóvel. O menino, porém, fiel às instruções de seu pai, estava certo de que a Divindade desceria do altar para receber sua oferenda.
Depois de muita espera, ele suplicou:
- Oh Senhor, vinde e comei! Já é muito tarde já não posso esperar mais. Nada aconteceu. Ele então começou a gritar:
- Senhor, meu pai me pediu que eu estivesse aqui quando o Senhor descesse, para aceitar a oferta. Por que não o fazeis? Só comeis a oferenda das mãos de meu pai? O que eu fiz de errado? E chorou copiosamente por muito tempo.
Quando ergueu os olhos e limpou as lágrimas, levou um susto: ali estava a Divindade, alimentando-se com que lhe tinha sido oferecido.
Alegre, o menino voltou correndo para casa. Qual foi sua surpresa quando um de seus parentes lhe disse:
- O serviço terminou.
Onde está a comida?
- Mas o Senhor a comeu - respondeu surpreso, o menino.
Todos ficaram assombrados:
- O que estás dizendo?
Repete, pois não ouvimos bem.
O menino repetiu:
- O Senhor comeu tudo que lhe ofereci.
- Não é possível! - disse um tio
.- Seu pai lhe disse apenas para observar se ela comia.
Todos nós sabemos que este é um ato meramente simbólico. Você deve ter roubado a comida.
O menino, porém, não mudou sua história, mesmo quando o ameaçaram com uma surra.
Desconfiados, os familiares foram até o templo, e encontraram a Divindade sentada, sorrindo.
- Um pescador lançou ao rio a sua rede e conseguiu uma boa pesca - disse a Divindade.
- Alguns peixes estavam imóveis, sem fazer nenhum esforço para saírem.
Outros lutavam desesperadamente, saltando, mas sem conseguir escapar.
Só uns poucos eram afortunados em sua luta e conseguiam escapar.
"Assim como os peixes, três tipos de homens vieram aqui para me trazer oferendas: uns não quiseram conversar comigo, achando que eu não ia responder. Outros tentaram, mas desistiram logo - com medo da decepção. Entretanto, este menino foi até o fim, e Eu, que jogo com a paciência e a perseverança dos homens, terminei por aceitar o que trazia".

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