Pular para o conteúdo principal

≡≡ LEITURA RECOMENDADA

A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Fides et Ratio: 12 anos - II Postagem

Fides et Ratio

Resumo escrito:Zoievisk
Deus é a fonte de amor e por isso este se dá por conhecido ao homem que quer conhecê-lo. O concílio Vaticano I nos ensina que a verdade adquirida pela razão e pela fé não torna uma mais importante que a outra. Apenas alerta que o conhecimento filosófico se dá pela percepção dos sentidos; e o conhecimento pela fé se dá pela mensagem da salvação revelada por Jesus Cristo. Já no concílio Vaticano II nos é ensinado que Deus comunica e convive com todos os homens, para viver em comunhão com ele. E que foi o próprio Jesus o comunicador de tal revelação divina.
A revelação continua sendo um mistério. A razão humana a conhece de modo imparcial. O homem, por sua vez, se entrega livremente para entender os mistérios de Deus. A razão assume o papel de persuasiva da revelação.
A sabedoria sabe e compreende todas as coisas. Tal ligação entre razão e fé apresenta-se nos livros sapienciais. Pois a razão se mostra como “condição” para o conhecimento e a fé como “luz” à verdade. A razão é valorizada, porém é na fé que contém o horizonte mais amplo e significativo.
No antigo testamento já se vê a ressalva da importância duma relação entre fé e razão. Especialmente em Paulo, quando este diz que a mente humana é capaz de conhecer, tendo em vista que é a fé a portadora da verdade.
Para se chegar a tal conhecimento é necessário que o homem se abra a variadas dimensões, mesmo que seja pela transcendência. O homem é aquele que procura a verdade. Assim a fé, juntamente com a razão, ajuda o homem, dando-lhe oportunidades e meios de chegar ao conhecimento da verdade. Tanto a unidade da fé quanto a razão nos conduzem à verdade. Donde a revelação de Deus se encontra em Jesus Cristo.
Em Paulo (no livro do Ato dos Apóstolos) se vê a primeira ligação entre o pensamento filosófico e a religião. Não foi fácil o encontro da fé com a razão, porém não havia como ignorar a importância de tal encontro: aprofundar a fé e chegar a sua meta final que é a descoberta da verdade da revelação Divina. Porém em plena Idade Média ocorre a separação da fé com a razão, devido ao excessivo racionalismo de alguns pensadores.
É dever do magistério da Igreja intervir na relação entre fé e razão, quando tais teses filosóficas atrapalham a correta compreensão da fé. Tal “ intermédio” de Igreja é válido para o pensamento filosófico, pois este poderá melhorar as suas pesquisas sobre a fé. É necessário que haja formas metodológicas para a verdadeira compreensão da Sagrada Escritura.
A teologia pode ser ajudada pela filosofia, pois a primeira requer esclarecimentos acerca da revelação. Sem a contribuição da filosofia não haveria como entender a teologia. Pois, tal revelação possibilitará o homem de conhecer somente a verdade, e não as diversas opiniões humanas.
A teologia terá os escritos Sagrados como ponto referencial para ser compreendida. A filosofia, por sua vez, fará com que tal copreendimento se mostre por uma via racional.
Para haver uma real junção entre a fé e a razão não é admissível quelquer filosofia. Senão a fé estaria sendo entendida de uma forma errônea. É de suma importância que haja muito cuidado para que a relação entre fé e razão não caia em erros. Como, por exemplo, no ecletismo, no cientificismo, no pragmatismo e no niilismo.
O teólogo tem como objetivo apresentar a sua compreensão da revelação e o conteúdo da fé. Para que este objetivo seja alcançado é preciso que haja a contribuição da filosofia. Uma vez sendo que esta nos oferece uma profunda reflexão sobre os fatos. Assim, a filosofia pode e deve contribuir para uma real compreensão da fé.


Fides et Ratio Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/society-and-news/spirituality/1810594-fides-et-ratio/

Comentários

Publicação mais visitada do site no último ano:

Carta de um leigo a Dom Benedito Beni dos Santos a respetio da “Missa Sertaneja” celebrada pela Comunidade Canção Nova