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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Liturgia: homilia para os pais ou para os filhos?

No rito celebrativo em que o ápice é a renovação do Sacrifício incruento do Calvário, esta prevista uma reflexão em torno da Palavra de Deus, proclamada geralmente com uma leitura do Antigo Testamento, um Salmo, uma leitura do Novo Testamento (geralmente as cartas) e com um trecho do Evangelho (este proclamado somente pelo sacerdote ou diácono ordenado). “Segue-se à leitura do Evangelho, e é uma "explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia", proferida pelo presidente da celebração ou por outro sacerdote ou diácono. É parte integrante da Missa, destinada a fazer compreender melhor a todos as leituras do dia e o mistério que se celebra, pelo que é obrigatória aos domingos e festas de preceito e recomendada nos outros dias” (Instrução Geral do Missal Romano, nº 65-66 e Sacrosanctum Concilium, nº 52).
Neste final de semana em que temos uma data civil carinhosamente lembrada por todos, o dia dos papais, aqueles que deveram pronuciar palavras de reflexão após o Evangelho o farão mencionando esta data celebrativa e trazendo a imagem paterna para o contexto cristão.
Mas uma coisa grave tem acontecido. Muitos sacerdotes, principalmente, não sabem para quem falar, se para os pais ou para os filhos. Vejo uma tendência acentua em se dirigir aos filhos dando de certa maneira, “razão” aos pais que estam na celebração. Ouço muito como, “você deve mais respeito ao seu pai…”, “o pai é aquele que sustenta você para crescer feliz…” e também, “reze por ele…”. Todas estas frases não estão erradas, mas são dirigidas aos filhos e as vezes se desenvolve toda a homilia em torno destas “máximas”.
Como no dia das mães, no dia dos pais o objeto da reflexão tem de ser o “status” paterno, aproveitando esta oportunidade para fazer cada pai alimentar em si o desejo da santidade em primeiro lugar, e depois a eficácia no exercício de sua responsabidade que é dádiva de Deus, não fardo como muitos pensam.
É tradição já de algum tempo, em algumas localidades, dar o exemplo de São José aos pais e neste dia enfatizar este benéfico exemplo a todos em todas as suas mais variadas atividades do dia a dia.
Na liturgia todos tem participação, por isso todos (mães, pais, filhos, crianças, adolescentes…) merecem ouvir vez por outra uma palavra direcionada especificamente a ele.
Que São José, Esposo de Maria, interceda por todos os pais.

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