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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Liturgia: homilia para os pais ou para os filhos?

No rito celebrativo em que o ápice é a renovação do Sacrifício incruento do Calvário, esta prevista uma reflexão em torno da Palavra de Deus, proclamada geralmente com uma leitura do Antigo Testamento, um Salmo, uma leitura do Novo Testamento (geralmente as cartas) e com um trecho do Evangelho (este proclamado somente pelo sacerdote ou diácono ordenado). “Segue-se à leitura do Evangelho, e é uma "explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia", proferida pelo presidente da celebração ou por outro sacerdote ou diácono. É parte integrante da Missa, destinada a fazer compreender melhor a todos as leituras do dia e o mistério que se celebra, pelo que é obrigatória aos domingos e festas de preceito e recomendada nos outros dias” (Instrução Geral do Missal Romano, nº 65-66 e Sacrosanctum Concilium, nº 52).
Neste final de semana em que temos uma data civil carinhosamente lembrada por todos, o dia dos papais, aqueles que deveram pronuciar palavras de reflexão após o Evangelho o farão mencionando esta data celebrativa e trazendo a imagem paterna para o contexto cristão.
Mas uma coisa grave tem acontecido. Muitos sacerdotes, principalmente, não sabem para quem falar, se para os pais ou para os filhos. Vejo uma tendência acentua em se dirigir aos filhos dando de certa maneira, “razão” aos pais que estam na celebração. Ouço muito como, “você deve mais respeito ao seu pai…”, “o pai é aquele que sustenta você para crescer feliz…” e também, “reze por ele…”. Todas estas frases não estão erradas, mas são dirigidas aos filhos e as vezes se desenvolve toda a homilia em torno destas “máximas”.
Como no dia das mães, no dia dos pais o objeto da reflexão tem de ser o “status” paterno, aproveitando esta oportunidade para fazer cada pai alimentar em si o desejo da santidade em primeiro lugar, e depois a eficácia no exercício de sua responsabidade que é dádiva de Deus, não fardo como muitos pensam.
É tradição já de algum tempo, em algumas localidades, dar o exemplo de São José aos pais e neste dia enfatizar este benéfico exemplo a todos em todas as suas mais variadas atividades do dia a dia.
Na liturgia todos tem participação, por isso todos (mães, pais, filhos, crianças, adolescentes…) merecem ouvir vez por outra uma palavra direcionada especificamente a ele.
Que São José, Esposo de Maria, interceda por todos os pais.

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