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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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A importância do foco

Atirando com o arco
O iogue Raman era um verdadeiro mestre na arte do arco e flecha. Certa manhã, ele convidou seu discípulo mais querido para assistir a uma demonstração do seu talento. O discípulo já vira aquilo mais de cem vezes, mas mesmo assim, obedeceu ao mestre.
Foram para o bosque ao lado do mosteiro. Ao chegarem diante de um belo carvalho, Raman pegou uma das flores que trazia no colar,
e colocou-a num dos ramos da árvore.
Em seguida, abriu o alforje e retirou três objetos: um magnífico arco de madeira preciosa, uma flecha e um lenço branco, todo bordado em lilás.
O iogue então se posicionou a uma distância de cem passos da árvore, de frente para o alvo, e pediu ao discípulo que o vendasse com o lenço.
O discípulo fez o que o mestre ordenara.
"Quantas vezes você já me viu praticar o nobre e antigo esporte do arco e flecha?" - perguntou.
"Todos os dias", respondeu o discípulo. "E sempre o vi acertar na rosa, a uma distância de trezentos passos".
Com os olhos cobertos pelo lenço, o iogue Raman firmou os pés na terra, distendeu o arco com toda a sua energia - apontando na direção da rosa colocada num dos ramos do carvalho - e disparou.
A flecha cortou o ar, provocando um silvo agudo, mas sem atingir a árvore, errando o alvo por uma distância constrangedora.
"Acertei?" disse Raman, retirando o lenço que cobria os olhos. "O senhor errou, e por uma grande margem", respondeu o discípulo.
"Achei que ia me mostrar o poder do pensamento, e sua capacidade de fazer mágicas".
"Eu lhe dei a lição mais importante sobre o poder do pensamento", respondeu Raman. "Quando desejar uma coisa concentre-se apenas nela: ninguém jamais será capaz de atingir um alvo que não consegue ver".
A busca do sábio
O abade Abraão soube que perto do mosteiro de Sceta havia um sábio.
Foi procurá-lo e perguntou:
- Se hoje você encontrasse uma bela mulher em sua cama, conseguiria pensar que não era uma mulher?
- Não, - respondeu o eremita, - mas conseguiria me controlar.
O abade continuou:
- E se descobrisse moedas de ouro no deserto, conseguiria ver este ouro como se fossem pedras?
- Não. Mas conseguiria me controlar para deixá-lo onde estava.
Insistiu Abraão:
- E se você fosse procurado por dois irmãos, um que o odeia, e outro que o ama, conseguiria achar que os dois são iguais?
Disse o ermitão:
- Mesmo sofrendo, eu trataria o que me ama da mesma maneira que o que me odeia.
Naquela noite, ao voltar para o mosteiro de Sceta, Abraão comentou com seus noviços:
- Vou lhes explicar o que é um sábio. É aquele que, ao invés de matar suas paixões, consegue controlá-las

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