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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Em volta da fogueira

Um guerreiro da luz divide seu mundo com as pessoas que ama, e procura estimulá-las a fazer o que gostariam.
Nestes momentos, o adversário aparece com duas tábuas na mão. Numa das tábuas está escrito: "Pense mais em você. Conserve as bênçãos para si mesmo, ou vai terminar perdendo tudo". Na outra tábua, lê-se: "quem é você para ajudar os outros? Será que não consegue ver os próprios defeitos?"Um guerreiro sabe que tem defeitos. Mas sabe também que não pode crescer sozinho, e distanciar-se de seus companheiros. Então, mesmo achando que o adversário tem alguma razão, ele esquece as duas tábuas e continua espalhando entusiasmo ao seu redor. Senta-se com seus companheiros em torno de uma fogueira, todos comentam suas conquistas - e os estranhos que se juntam ao grupo são bem-vindos, porque todos têm orgulho de sua vida e do Bom Combate.O guerreiro sabe como é importante dividir sua experiência com os outros; fala com entusiasmo do caminho, conta como resistiu a certo desafio, que solução encontrou para um momento difícil. Quando narra suas aventuras, reveste suas palavras de paixão e romantismo. Às vezes ele se permite exagerar um pouco, pois sabe que seus antepassados também exageravam de vez em quando; mas quando age desta maneira, ele jamais confunde orgulho com vaidade, e evita acreditar em seus próprios exageros. Assumindo os compromissos "Sim", o guerreiro escuta alguém dizer. "Eu preciso entender tudo antes de tomar uma decisão. Quero ter a liberdade de mudar de idéia".O guerreiro olha com desconfiança esta frase. Também ele tem a mesma liberdade, mas isto não o impede de assumir um compromisso, mesmo que não compreenda exatamente porque fez isto.Um guerreiro da luz toma decisões. Sua alma é independente como as nuvens no céu, mas ele está comprometido com seu sonho. Em seu caminho livremente escolhido, tem que acordar em horas que não gosta, falar com gente que não lhe acrescenta nada, fazer alguns sacrifícios.Os amigos comentam: "você se sacrifica à toa". "Você não é livre". O guerreiro é livre. Mas sabe que forno aberto não cozinha pão, e então precisa concentrar-se e fechar-se em seu objetivo.
Vivendo suas idéiasUm guerreiro da luz é confiável. Comete alguns erros, quando exagera um pouco suas histórias, e termina se julgando mais importante do que realmente é. Mas por ser um guerreiro da luz, está terminantemente proibido de mentir. Quando se reúne ao redor da fogueira, e conversa com seus companheiros, sabe que suas palavras ficam guardadas na memória do Universo, e são testemunhas do que pensa.O guerreiro reflete: "por que falo tanto, se muitas vezes não sou capaz de fazer tudo que digo?"Esta é uma reflexão importante. O coração responde: "Se você defende publicamente suas idéias, terá que se esforçar para viver de acordo com ela". E porque pensa que é o que fala, que o guerreiro acaba se transformando no que diz ser.

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