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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Casamento “perfeito” existe num sacramento: matrimônio

Entre tantas faláceas e mexericos principalmente de setores da imprensa que fazem crescer o vício da fofoca na sociedade, falou-se do triste fim do casamento dos atores Edson Celulari e Cláudia Raia. Pessoalmente tinha uma certa admiração pelos dois, principalmente porque davam exemplo de casamento estável sem alaridos na imprensa, coisa que agora causa decepção pelo seu recente, mas tranquilo, divórcio.
Não somente na internet apareceu esta notícia (que já faz alguns dias), mas também na imprensa escrita e sem espanto li no jornal Zero Hora, mas especificamente em seu caderno Donna, uma reflexão em torno deste fato comentado. Dizia a reflexão se existe casamento perfeito. Pois bem, acredito que seja mais que óbvio dizer que não existe. Mas em uma reflexão mais séria e profunda tal casamento pode ser considerado perfeito quando abençoado por Deus, ou seja, tendo como testemunha fiel deste “contrato” o criador dos dois, noivo e noiva dispostos ali a viverem um com o outro e um para o outro por toda a vida.
Nesta reflexão do jornal, uma terapeuta de casais dizia:
“– As pessoas colocam nessas figuras da mídia sua idealização do casamento perfeito e, quando uma dessas uniões chega ao fim, a sensação é de frustração, a idealização desmorona.” (cf. A fantasia da perfeição, pg. 10)
O casamento abençoado ou sacramentado conforme pede este Sacramento do Matrimônio, não precisa de figuras idealísticas para que o casal possa se projetar ou se espelhar. O casal vai procurar viver como pessoa honesta e temente a Deus e junto a isso agregará com o sacramento o convivio com outra pessoa pelo resto de sua vida. Por isso, casamentos que não chamam a atenção da mídia e que são fundados em valores do próprio matrimônio não desmoronam porque não conta com uma idealização.
Repito que casamento perfeito obviamente não pode existir enquanto existirem nossas imperfeições como ser humano, mas o estado matrimonial alcançado pelo casal pode ser perfeito enquanto cumprem a finalidade deste sacramento.

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