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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Saramago, com asas sem querer voar

Motivado pelo meu grande apresso pela obra deste escritor e sempre tendo um sentimento de indignação por saber que tinha todos as qualidades para alçar vôo a Deus, escrevo uma reflexão sobre a produção literária e a chance perdida por Saramago.De infância pobre José Saramago sempre demonstrou forte inclinação a vida de escritor, passando por uma experiência como jornalista, sempre escrevendo conseguiu chamar a atenção para sua obra. As vezes abordava temas controversos ou que demonstrava a desorientada concepção que tinha sobre temas religiosos, principalmente, mas sem deixar de escrever de modo excelente. Mesmo livros como O evangelho segundo Jesus Cristo e o recente Caim, apesar de seu conteúdo que manifesta grande desconhecimento dos meandros da teologia e da história da Igreja, seu modus literário cativa as mentes para o mundo dos textos. O grande mérito de Saramago, sem nenhuma objeção foi levar consigo a língua portuguesa ao destaque no cenário literário mundial, dito isto, não vejo vejo nenhum exagero em o igualar a Salinger – falecido também este ano, escritor de O Apanhador do Campo de Centeio – principalmente no talento inegavelmente explícito.
Este lugar de destaque de Saramago o levou inevitavelmente ao sucesso almejado pela maioria dos escritores. Nunca tivemos um escritor de língua portuguesa, depois Camões e Padre Antonio Vieira, com tanta aclamação no mundo literário, algo que culminou em um Prêmio Nobel de Literatura em 1998.
Com tanta aprovação pelo percurso sofrido e com tanto talento não posso pensar em outra coisa a não ser o de como este escritor teve oportunidade para alçar vôo até o nível dos magnos escritores e como teve a possibilidade de alcançar o mundo divino a que estes magnos escritores podem chegar. Saramago poderia se igualar a Agostinho, por exemplo, talvez não em santidade e sabedoria teológica, mas em abertura a inspiração divina para aliar a seus textos. Nada seria mais glorioso a Saramago se pudesse contar com aquela inspiração divina que somente os tementes a Deus podem obter, jamais o ateus.



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