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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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O desejo deve ser forte

O yoga Ramakrishna ilustra com uma parábola a intensidade do desejo que precisamos ter:

O mestre levou o discípulo para perto de um lago.
- Hoje vou ensiná-lo o que significa a verdadeira devoção -disse.
Pediu ao discípulo que entrasse com ele no lago, e segurando a cabeça do rapaz, colocou-a debaixo d'água.
O primeiro minuto passou. No meio do segundo minuto, o rapaz já se debatia com todas as forças para livrar-se da mão do mestre,
e poder voltar à superfície.
No final do segundo minuto o mestre soltou-o.
O rapaz, com o coração disparado, levantou-se, ofegante.
- O Sr. quis matar-me! - gritava.
O mestre esperou que ele se acalmasse, e disse:
- Não desejei matá-lo - porque se desejasse, você não estaria mais aqui. paulo coelho
Queria apenas saber o que sentiu, enquanto estava debaixo d água.
- Eu me senti morrendo!
Tudo que desejava na vida era respirar um pouco de ar!
- É exatamente isso.
A verdadeira devoção só aparece quando só temos um desejo, e morreremos se não conseguirmos realizá-lo.
Movimentando a sombra
Myiamoto Musashi, o célebre samurai que escreveu O livro dos cinco anéis, fala da estratégia para se compreender o espírito e as qualidades do inimigo.
Segundo ele, quando não conseguimos saber o que nosso adversário pretende, devemos fingir um ataque. Todas as pessoas do mundo estão sempre preparadas para se defender, porque vivem no medo e na paranóia de que os outros não gostam dela.
Desta maneira, também nosso adversário - por mais brilhante que seja - é inseguro e reage com violência exagerada à provocação.
Ao fazer isso, mostra todas as armas que tem, e ficamos sabendo onde está forte, e quais são os seus pontos fracos.
Musashi chama esta técnica de "movimentar a sombra". Na verdade, o guerreiro da luz não entra no combate, mas provoca um pouco, e a sombra de sua provocação confunde o adversário. Então, sabendo exatamente que tipo de confronto deve esperar o guerreiro da luz ataca ou recua.
O Mahatma vai ao mercado Mahatma Gandhi, depois de ter conseguido a independência da india, fez uma visita à Inglaterra. Passeava com algumas pessoas pelas ruas de Londres, quando sua atenção foi atraída para a vitrine de uma famosa joalheria.
O dono da joalheira imediatamente o reconheceu, e foi até a rua, saudá-lo:
- Muito me honra que o Mahatma esteja aqui contemplando o nosso trabalho.
Temos muitas coisas de imenso valor, beleza, arte, e gostaríamos de oferecer-lhe algo.
- Sim, estou admirado com tanta maravilha - respondeu Gandhi.
- E mais ainda surpreso comigo, pois sabendo que podia ganhar um rico presente, ainda consigo viver e ser respeitado sem precisar usar jóias

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