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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

O menino do lago

Numa cidade bem pacata, serena e na maioria das vezes monótona no seu dia-a-dia, encontra-se um lago bem no centro da cidade, algo não muito comum, mas que a história mostrava os argumentos para tal acontecimento.

Lago grande, que era circundado por algumas árvores de plátanos que davam a ele um ar de misterioso, principalmente no outono quando as folhas caíam e vez por outra surgia uma neblina ao entardecer. Esta neblina fazia muita gente que morava ao seu redor o considerar assombrado por espíritos daqueles que morreram afogados no tempo da caça as bruxas.

Mas isto não assustava um menino franzino que morava na parte norte do lago, em uma casinha de madeira quase caindo, visto que sua mãe, viúva antes do nascimento de Ernesto, não tinha dinheiro suficiente para reformar a casa como ela presisava. Ernesto, franzino como uma vara de pescar, tinha 11 anos e vivia nas margens deste lago. Seu grande prazer era estar ali e olhar as pequenas ondas que se formavam muito raramente e as mesmas serem levadas na direção do vento. Contemplava pasmado seu reflexo no espelho do lago e ficava admirado e sem saber como acontecia aquela magia.

Sua mãe era uma mulher que facilmente designamos como lutadora no campo de batalha da vida. Era copulenta enquanto o marido, João, estava vivo. Mas após sua viuvez perdeu o sorriso do rosto e nunca mais alguém viu ela demonstrar alegria pelos lábios e dentes! Aos poucos foi emagrecendo, como se fosse definhando sem o gosto da vida que pulsava nela, mas que ela nem percebia mais. Nunca vira menino tão ligado a este lago como Ernesto, seu filho único. Mas nunca o repreendia, apenas lhe controlava a hora de voltar para casa.

Entre cantos de pássaros e folhas secas ao chão, Ernesto viu a neblina abraçar o lago como se fosse um gavião chegando ao ninho. Como estava sentindo um friozinho, pois estava apenas de camiseta, se dirigiu para casa.

No caminho parou de ouvir os cantos dos pássaros e começou a ouvir uma voz que parecia de uma mulher. Parou, olhou atentamente para a rua, para o mato que não ficava longe e não viu nada. Seguiu e ouviu novamente. Era uma mulher novamente e agora ele conseguia discernir o que dizia e de onde dizia: pedia por socorro e gritava do meio do lago. Sem hesitar ele atirou-se e foi na direção da voz. Ao longe sua mãe o viu e começou a gritar para ele. Não adiantou. Ernesto sumiu braço atrás de braço em meio a neblina.

Em meio a muitas teorias, a crença popular é que Ernesto foi levado pela neblina e que o Lago é o único lugar onde ele apareceria nos dias em que tudo estivesse branco por cima das águas.

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