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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

“CRISTIANISMOS ADAPTADOS”

Chego ao final deste assunto, e nesta altura expresso minha tremenda indignação com os pais.

Brasil 26Eles sabem o quanto seus filhos são preciosos para eles. Amam verdadeiramente a eles, e dariam suas vidas para os salvar de algum perigo, ninguém nega.

Mas se dariam a vida para os salvar de algum perigo, a questão que me deixa indignado em relação a eles é que a maioria não sabe mais distinguir os verdadeiros perigos, ou melhor dizendo, o que são os perigos!

Santa Monica Gosto de lembrar nesta ocasião de santa Mônica, a mãe de Santo Agostinho de Hipona. Ela chorou e desejava perder tudo para ver seu filho longe do pecado porque sabia que qualquer tipo de pecado era ocasião de perigo… talvez não para a vida quotidiana do rapaz Agostinho, mas para algo muito mais importante que sua vidinha material, a vida imortal. Para esta o pecado era extremamente nocivo porque poderia o levar a morte eterna.

Hoje vejo os pais bem despreocupados se os filhos são adeptos do pecado. Os filhos que eles tanto amam brincam no limiar da morte eterna com o pecado, são verdadeiros parceiros do mal em certas ocasiões… e os pais?! “é coisa da idade” dizem alguns querendo justificar os atos dos filhos!

Que tolice! Justificam o suicídio dos filhos, e mais do que isso, às vezes ajudam os filhos a se matarem!

Oxalá pudesse ver e dizer algo condizente com o que os pais sentem pelos filhos!

Isto faz parte de uma geração que foi criada pensando e sendo formada para ter uma verdade a sua maneira, da sua medida, um cristianismo nada mais nada menos que adaptado a sua maneira de pensar.

Já basta com esta mentalidade fraca!

Pax Christi

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