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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

CMC: Livro I – Parte I – Capítulo I – Artigo III [nn. 23-25]

23. IV. A paixão.  1. Conceito. A paixão é a excitação do apetite sensitivo causada pela imaginação de um bem ou de um mal.

24. 2. Divisão. A paixão pode ser:

  • antecedente: ela precede o consentimento da vontade aliciando-a.

É o que se dá por exemplo com os movimentos involuntários de ira, de ódio, do instinto sexual.

  • consequente: ela segue o consentimento da vontade, quer admitida livremente quer provocada de propósito.

Provoca-se a paixão quando cientemente se nutrem movimentos a princípio involuntários, ou quando positivamente se despertam movimentos de paixão, por exemplo, pela leitura de livros imorais ou pela lembrança de injúrias recebidas.

25. 3. Influxo na imputabilidade.

  • A paixão antecedente sempre diminue a imputabilidade e às vezes elimina-a por completo conforme só impede o uso da razão ou o tolhe inteiramente.

Mutias vezes há ainda pecado moral também no caso de imputabilidade reduzida. Acresce que geralmente se quer a paixão indiretamente, por exemplo, quando alguém se expõe, sem motivo suficiente, ao perigo ou não combate sua propensão passional a pesar de conhecer perfeitamente o dever de fazê-lo. Na prática, será muita vez difícil determinar se a diminuição da imputabilidade é tal que já não haja pecado grave: neste caso deixe-se tudo entregue ao juízo de Deus.

  • A paixão consequente nunca diminue a imputabilidade, antes, de ordinário, a aumenta.

O aumento da imputabilidade provém de que se estimula positivamente a excitação sensível e que assim se quer com maior intensidade o bem ou o mal.

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