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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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CRÔNICAS DE UM DESCONHECIDO III

Estava apenas sem o pai!

Viajava de uma cidade para a outra em um ônibus que fazia uma linha comum, já que estava com pouco dinheiro no bolso. E é incrível o que podemos perceber em uma viagem de ônibus! Lá estava eu, sentado em minha poltrona, escutando música e esperando a chegada da sonolência, quando uma senhora, já de idade e bem... volumosa sentou-se ao meu lado. Preciso dizer que fiquei um pouco espremido? Na verdade me sentia uma laranja nas mãos de alguém ávido por um delicioso suco natural.
Tentei me ajeitar. Consegui, meio mal, mas consegui. Arrumei-me de tal forma que conseguia ao menos ficar olhando somente para a janela, e escutando música. No mp3 tocava Victor & Léo, boas canções. Aos poucos o sono vinha chegando, até que esta mesma senhora puxou uma sacola plástica com alguma coisa para comer, devia estar com fome!
Então, como precisava manobrar os braços quem sentia seu corpo “corpulento”? Pois é, assim se foi o meu sono, e a chance de uma viagem tranqüila. Quanto a isso pensava: tomara que ela desça logo! Quem disse que ela descia! Por fim acabou que ela desceu na mesma rodoviária que eu ia descer. Grande sorte!
Mas ainda na viagem, em meio à turbulência de minha vizinha de poltrona, via um menino ao lado. Parecia meio triste, com cara de arrasado. Depois de algum tempo percebi por que. O cobrador que conhecia a mãe do menino veio até ela e disse: “este momento vai passar, ele está num lugar melhor!”. Com isto tive quase certeza, o menino tinha perdido o pai. Na hora me projetei anos atrás. Eu havia perdido cedo meu pai, e ficará bem assim, não chorava e nem resmungava, apenas estava triste, arrasado. Muitas coisas passam nestas horas na cabeça de uma criança, de um menino. Estava apenas sem o pai!

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