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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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PAI, um dia depois

Neste dia pós dia dos pais, escrevo para homenageá-los. Não é atraso de minha parte. Faço de propósito este texto tardio para em primeiro lugar lembrar que muitos fazem como eu, lembram dos pais depois.
É assim que muitas vezes acontece. Comigo não foi diferente, notei a importância de meu papai para mim só depois de o haver perdido. Ele faleceu quando ainda tinha nove anos. Depois de dezessete anos escrevo publicamente para homenageá-lo. Parece negligencia de minha parte. Mas sempre o homenageei em meu coração, a cada lágrima derramada por não tê-lo junto a mim.
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Ontem via um filme que passava na televisão que de certo modo falava deste dia dos pais, ou melhor, falava da figura do pai. Poderia com grande propriedade dizer que era um filme sobre o amor de um pai para com seu filho. A história já é conhecida, trata-se de um filme de 2002, Um ato de coragem, com Denzel Washington. Este drama traz a história de um pai que vendo o seu filho sofrendo de uma doença não muito comum, precisa urgente de um transplante de coração, mas sua família não tem dinheiro para pagar um seguro de saúde que coloque seu filho na lista de espera. Ele se vê assim, com um filho precisando urgente de cuidado e não tendo como “pagar” para que o seu país cuide dele! Bom, fica desesperado e então entra em um hospital e faz de reféns medico enfermeiras e alguns poucos pacientes. Tudo para chamar a atenção das autoridades, para que dêem um coração para seu filho.
Parece contestável a sua ação, mas é uma atitude de um pai desesperado querendo salvar seu filho. História parecida vê-se aos montes nas telas, e também na vida real. Esta figura, o pai, é a figura de sustentação, de socorro, de cuidado garantido que temos em nossa vida. Desvalorizar ou desfigurar esta figura em nossas vidas pode ter graves conseqüências, como não ter quem nos socorra ao ponto de tirar sua vida por nós!
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Ainda impressionado com este filme, cito uma palavra deste pai ao seu filho antes da tentativa de tirar sua vida para salvar a de seu filho: sua palavra é a única coisa que você tem... Com isto não digo que estou de pleno acordo com sua conduta, mas estas palavras ressoam na consciência como a mais pura das verdades humanas. Neste mundo de aparências, a palavra dita esta cada vez mais perdendo seu crédito. A palavra que criou tudo na criação, não deveria ser expressão somente da verdade e da confiança? Pensando assim, honremos nossa palavra para termos coerência em nossas atitudes!


Edgar G. da Silva
In memoriam

Pax Christi

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