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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

A HONRA DA PALAVRA

Damos nossa palavra sobre algo. Podemos agir contra nossa palavra? Podemos desfazê-la? Podemos aceitar que não aceitem nossa palavra?

Isto parece bobagem mencionar nos dias atuais. Mas com inúmeros casos que vejo de pessoas que deveríamos depositar crédito em suas palavras agindo como se a sua própria palavra fosse como a água que mediante diversas temperaturas aparece de formas diversas, me sinto obrigado – e às vezes até indignado – para dizer que A HONRA DA PALAVRA DEVE SER SEMPRE PRESERVADA.

Ora, em certos lugares é o que de mais sagrado temos. Como podemos exigir que os senadores, os deputados, os vereadores, os prefeitos e até o garçom da cafeteira que frequento, sejam pessoas que não mudam sua palavra sobre algo que nos disseram?

A palavra desde a origem do mundo é canal da verdade neste mundo, se não valorizamos este canal da verdade, a própria verdade em nossas vidas fica desacreditada e assim podemos nos lançar neste mar em que estamos de desonestidade e hipocrisia até com aqueles que deveríamos zelar, como “pastor”, como “pai”, como “governador” da casa. A palavra tem esse poder de não somente demonstrar a nossa mais límpida honra, mas de trazer ao público nossa podridão que solta um odor fedido quando nos vemos ora dizer uma coisa e ora outra coisa bem diferente, às vezes para a mesma pessoa!

E isto é claro que não é privilégio apenas de palavras, mas de atitudes que tomamos, uma vez que nossas palavras podem, na maioria das vezes, sermos apenas reflexos de como nos comportamos. Ou ainda, o que segundo minha opinião seria mais terrível, nos comportar instantaneamente sem ter qualquer conexão com o que falamos anteriormente.

É claro que dentro da perspectiva da teoria do conhecimento, o verbo oris não se separa distintamente do verbo labori, mas colocando sem o esforço filosófico necessário, em uma linha reta de sucessão, primeiro se pensa, depois se fala e só então se faz. Diria mais – na minha simples opinião – que muitos “distintos senhores” e senhoras – devam antes de falar pensar mais de duas vezes!

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