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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

SACERDÓCIO: COERÊNCIA?


Evidente que não pretendo superestimar a inteligência de todos a respeito do ministério sacerdotal. Desejo neste momento falar desta que parece ser mais do que tudo conseqüência do dom vivido! Coerência sacerdotal.
E começo citando um trecho de uma carta que o estimado Secretário da Congregatio pro Clericis, Arcebispo dom Mauro Piacenza, titular de Victorinana, escreveu aos estimados sacerdotes do mundo em ocasião da proximidade do Ano Sacerdotal. Diz ele nesta carta: “Para que conversão? Converter-se para ser sempre mais autenticamente aquilo que somos. Conversão à nossa identidade eclesial para que o ministério seja totalmente conseqüente a tal identidade, a fim de que uma renovada e gozosa consciência do nosso “ser” determine o nosso “agir”, ou melhor, ofereçamos espaço a Cristo Bom Pastor, a fim de que viva em nós e atue através de nós”.
Muita coisa daí pode se tirar. Mas para começo destacamos aqui esta preciosidade, “para que o ministério seja totalmente conseqüente a tal identidade”. Ora, que identidade? O sacerdote sabe qual a sua identidade? Ou como alguns “grandes” teólogos dizem por aí, que eles estão procurando?! Não podemos nos calar, o sacerdote não deve procurar, ele já tem uma identidade que a ele se manifestou desde que surgiu sua vocação. Nada de ficar ainda procurando, pois nunca se irá encontrar uma identidade que realmente já existe em cada padre. CRISTO, e somente Ele é a real identidade. Ou como diz o arcebispo Piacenza, “a nossa espiritualidade [ou identidade que dela resulta] não pode ser outra que o reflexo da espiritualidade de Cristo, único e Sumo Sacerdote do Novo Testamento”.
O agir de cada padre! Isto tanto preocupa os fiéis! Ninguém nega que cada sacerdote traz consigo suas mazelas e atributos pessoais para o ministério, mas como agem alguns padres! “...nosso ser determine nosso agir”. Para quem se preparou e não pouco estudou, sabe que apesar da graça divina nossa razão sempre deve falar e orientar. Pois ela direciona nossos passos iluminada pela fé. Por isso, penso ser tão difícil ver isto em ações de determinados padres. Só posso pensar que para alguns falta a fé, pois a razão, muitos demonstram que tem e muito bem. E dizendo isso, só posso pensar que falta então “ser”. Falta ser sacerdote para ensinar! Falta ser sacerdote para governar! Falta ser sacerdote para profetizar! E diria mais, falta ser sacerdote para curar!
Pode-se mudar isso na vida de cada um muito facilmente. Basta algo bem simples: Conversão! Esta atitude não é uma graça (entenda-se bem o que digo), é mais uma posição que tomo frente ao mundo, porque deixo o mundo – viro as costas para seus prazeres – para me virar para Cristo. Com esta atitude Cristo pode me encher de graças, por que vê o caminho do coração desprendido das coisas terrenas e aberto à felicidade eterna, imperecível.
Coerência depende do “ser” e não do agir!

Pax Christi

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