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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Fugir ou enfrentar a dor?

Quando a vida nos obriga a enfrentar situações difíceis - como uma perda pessoal, por exemplo - é preciso entender que a eternidade está dando mais um passo.

Jorge Luis Borges escreveu algo muito bonito a respeito: “Tu és nuvem, és mar, esquecimento/és também o que perdestes em um momento/ Somos todos os que partiram. /O reflexo de nosso rosto no espelho muda a cada instante /e cada dia tem o seu próprio labirinto/A nuvem que se desfaz no poente é nossa imagem; /incessantemente, uma rosa se converte em outra rosa’’.

Particularmente, eu detesto o caminho da perda, mas às vezes não há solução e é preciso encará-lo. A seguir, algumas histórias a respeito.

O sacrifício e a benção

Um homem fez a promessa de carregar uma cruz até o alto de um monte, se tivesse certo desejo atendido.

Deus concedeu o que pedia.

Ele mandou fazer a cruz e começou a caminhada. Depois de vários dias, achou que a cruz pesava mais do que supunha - e, com um serrote emprestado, cortou boa parte da madeira. Ao chegar no alto do monte, notou que - separada por uma fenda na terra - havia outra montanha.

Nela, tudo era paz e tranqüilidade; mas precisava de uma ponte para chegar até lá.

Tentou usar a cruz - mas era curta para isto.

E então reparou: o pedaço que havia cortado era exatamente o que estava faltando para que pudesse cruzar aquele abismo.

Outra história sobre a cruz.

Num certo vilarejo de Úmbria (Itália), havia um homem que se lamentava de sua sorte. Era cristão e achava o peso de sua cruz muito difícil de ser carregado.

Certa noite, antes de dormir, rezou para que Deus permitisse trocar seu fardo.

Nesta noite, teve um sonho; o Senhor lhe conduzia para um depósito”Pode trocar”, dizia. O homem viu cruzes de todos os tamanhos e pesos, com nomes dos seus donos. Escolheu uma cruz média - mas, vendo o nome de um amigo gravado, deixou-a de lado.

Finalmente, como Deus havia permitido, escolheu a menor cruz que encontrou.

Para sua surpresa, viu gravado nela o seu próprio nome.

O guru de Mesure

Existia, em Mesure, na Índia, um famoso guru. Conseguiu reunir um bom número de seguidores e espalhou com generosidade, sua sabedoria.

Na meia-idade, contraiu malária. Mas continuava a cumprir religiosamente seu ritual: banhar-se de manhã, dar aulas ao meio-dia e orar durante à tarde, no templo.

Quando a febre e os tremores o impediam de concentrar-se, ele tirava a parte de cima de sua roupa e a atirava num canto. Seu poder era tão grande que a roupa continuava tremendo - e o homem, livre das contrações, podia fazer suas preces com calma.

No final, voltava a vestir a roupa, e os sintomas retornavam.

“Por que você não abandona de vez esta roupa e se livra da doença?’’, perguntou um jornalista, ao ver o milagre.

“Já é uma benção poder fazer com tranqüilidade aquilo que devo fazer’’, respondeu o homem. “O resto faz parte da vida; seria uma covardia não aceitar.’’

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