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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Mestres na vida real


Entregando o outro pé

A história nos é contada por C. Fadiman:

Certa vez, ao tomar um trem no interior da Índia, Gandhi tropeçou no degrau e deixou cair a sandália de seu pé direito. Neste mesmo instante, o trem começou a mover-se, e ele não pode recuperá-la.

Diante de todos os presentes, retirou a sandália do pé esquerdo e atirou-a pela janela.

“Por que você fez isto?’, perguntou um oficial inglês.

“Uma sandália sozinha não serve para nada. - nem para mim, nem para quem achar a que caiu do trem. Agora, pelo menos a pessoa pode ficar com o par completo’.

Em um mercado no Rio

Um padre da Igreja de Copacabana aguardava pacientemente seu momento de comprar carne no supermercado, quando uma mulher tentou “furar’ a fila.

Começou então um festival de agressões verbais dos outros fregueses, que a mulher respondia com igual veemência.

Quando o clima estava insuportável, alguém gritou:

“Ei, madame, Deus te ama’.

“Foi impressionante’, conta o padre. “Num momento em que todos pensavam em ódio, alguém falou de amor. Na mesma hora, a agitação desapareceu por encanto. A mulher se encaminhou para o seu lugar correto na fila, e os fregueses se desculparam por reagirem tão agressivamente’.

Nunca é tarde

Joyce é uma fotógrafa australiana, especializada em vida selvagem.

“Quando fiz 60 anos, achei que a vida havia acabado para mim’, conta.”Meus filhos estavam grandes, e meus netos já não me davam mais importância. Um dia, resolvi acompanhar meu filho numa viagem ao deserto central da Austrália. Acampamos, e como não havia nada para fazer - nem ninguém por perto - resolvi ficar bêbada pela primeira vez na minha vida. Depois do segundo copo, peguei uma câmera de vídeo e comecei a filmar. Filmei o céu, a tenda, tudo que me dava vontade. Mas eu estava tão bêbada, que cai no chão com a câmera. Fiquei ali por alguns instantes, e reparei uma fileira de formigas caminhando ao meu lado. Era como se eu pudesse escutar seus passos, como se aquilo fosse parte de um mundo que eu nunca havia reparado. Filmei as formigas caminhando, e descobri a minha vocação.

Quando conversamos, há alguns anos, Joyce tinha 71 anos.

Agir ou falar

Albert Schweitzer (1875-1965), médico e filósofo, viajou para a África em 1913, resolvido a dedicar o resto de sua vida ao trajunto às tribos do Gabão. Um ano depois de sua viagem, estourou a Primeira Guerra Mundial, e ele foi procurado por representantes do movimento pacifista; pediam que voltasse para a Europa, a fim de ajudá-los a combater a guerra.

“Estou fazendo o possível para ajudar’’ , respondeu Schweitzer. “Estou aqui, lutando contra a miséria’.

“Mas, e a humanidade?’, perguntou a comissão de representantes.

“Esta é a humanidade’, respondeu Schweitzer, apontando para seus doentes.” Isto é o que posso fazer, e representa mais do que discursos de paz. Se eu aliviar a dor de alguns poucos, toda a raça humana se sentirá melhor’.

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Carta de um leigo a Dom Benedito Beni dos Santos a respetio da “Missa Sertaneja” celebrada pela Comunidade Canção Nova