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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Palavras que merecem reflexão

Mudança

Geralmente confundido com a famosa frase de Lampedusa: "melhor mudar um pouco, de modo que tudo possa continuar a mesma coisa." E quando pressentimos que chegou a hora de mudar, começamos inconscientemente a repassar um vídeo mostrando todas as nossas derrotas até aquele momento. É claro que, à medida que ficamos mais velhos, nossa cota de momentos difíceis é maior.

Mas, ao mesmo tempo, a experiência nos deu meios de superar essas derrotas, dar a volta por cima, e encontrar um caminho que permitisse seguir adiante. Também precisamos assistir esta fita em no nosso videocassete mental. Atenção: se assistirmos apenas o vídeo da derrota vamos ficar paralisados. Se nos detivérmos no vídeo da experiência, vamos terminar nos julgando mais sábios do que realmente somos.

Melhor sempre ter as duas fitas ao alcance da mão. E, quando chegar o momento de um novo passo, encerrar um ciclo e começar algo diferente.

Vontade

Esta é uma palavra que a gente deveria colocar sob suspeita durante algum tempo. Quais são as coisas que a gente não faz porque realmente não tem vontade, e quais aquelas que não fazemos porque são arriscadas?

Eis um exemplo de risco que contamos com "falta de vontade’: falar com desconhecidos. Seja um flerte, um simples contato, um desabafo, raramente convermos com estranhos. E sempre achamos que "foi melhor assim’.

Terminamos sem ajudar e sem sermos ajudados pela vida. Nossa distância nos faz parecer muito importantes, muito seguros de nós mesmos, mas - na prática - estamos passando longe dos milaque os anjos colocaram em nosso caminho.

Voz interior

Na maior parte das vezes, confundida com "inspiração", o que é um equívoco. Estamos sempre escutando certas vozes interiores, ruídos destinados a nos distrair, a nos fazer perder o contato com a vida. Não se calam, não sossegam nunca. Certas tradições mágicas dizem que nosso controle sobre estas vozes é quase nenhum.

Quem já experimentou meditação sabe o quanto isto é verdade; e mesmo quem nunca meditou sabe que elas existem (músicas que cantamos mentalmente, pensamentos que não conseguimos evitar, etc.). Só uma coisa faz calar estas vozes: o entusiasmo. Quando estamos verdadeiramente envolvidos na arte de viver, estas pequenas e mesquinhas vozes interiores deixam de falar suas bobagens - e então podemos ouvir a voz de nosso anjo da guarda, a voz de nosso coração, a voz de Deus.

Roteiro

Normalmente confundido com rotina. Mas amanhã seria bom fazer algo fora do comum. Como por exemplo, dançar na rua enquanto caminhamos para o trabalho. Olhar nos olhos de um desconhecido e falar de amor à primeira vista. Dar ao chefe uma idéia que pode parecer ridícula, mas na qual acreditamos. Comprar um instrumento que sempre quisemos tocar, e nunca nos arriscamos. Os Guerreiros da Luz se permitem tais dias.

E hoje aproveitamos para chorar algumas mágoas antigas que ainda estão presas na garganta. Telefonaremos para alguém que juramos nunca mais falar (mas de quem adoraríamos escutar um recado em nossa secretária eletrônica). Hoje e amanhã podem ser considerados dias fora do roteiro que escrevemos na hora de acordar.

Hoje, qualquer falha será admitida e perdoada. Amanhã também. Tudo em nome da alegria de viver.

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