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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Sobre a mudança de valores

Lao Tzu diz que, no decorrer de nossas vidas, devemos nos desligar da idéia de dias e horas, para prestar cada vez mais atenção ao minuto. Assim fazendo, conseguimos evitar a maior parte dos problemas que estão em nosso caminho.

Isto não significa uma tensão constante: refletir sobre as pequenas coisas não significa pensar pequeno. Uma preocupação exagerada termina eliminando a alegria e o entusiasmo.

O que Lao Tzu enfatiza é a importância do Detalhe como a melhor e mais segura maneira de compreender o Todo. Quando fazemos isso, nos damos conta que estamos vivendo uma história que nos contaram, que nos pediram para viver, e não aquela que escolhemos para nós mesmos. A seguir, alguns exemplos de como podemos olhar certas atitudes de modo diferente:

Libertar-se por completo

Santo Antão vivia no deserto, quando se aproximou um jovem:

“Padre, vendi tudo que tinha e dei aos pobres. Guardei apenas umas poucas coisas para me ajudar a sobreviver aqui. Gostaria que me ensinasse o caminho da salvação”.

Santo Antão pediu que o rapaz vendesse as poucas coisas que havia guardado, e - com o dinheiro - comprasse carne na cidade. Na volta, devia trazer a carne amarrada em seu corpo.

O rapaz obedeceu. Ao voltar, foi atacado por cachorros e falcões, que queriam um pedaço da carne.

“Eis-me de volta”, disse o rapaz, mostrando o corpo arranhado, mordido, e as roupas em frangalhos.

“Aqueles que dão um passo novo e ainda querem manter um pouco da vida antiga, terminam dilacerados pelo próprio passado”, foi o comentário do santo.

Olhando o outro lado

Fan Chi passeava com Confúcio pelo terraço dos Dançadores da Chuva. Lá embaixo, os jovens ensaiavam a coreografia do novo ballet.

“Veja a harmonia de seus movimentos”, comentou o mestre. “Exaltam a virtude, descobrem o segredo do mal, e identificam a confusão.”

“Pois a dança me parece algo superficial”, respondeu Fan Chi. “Não acharia melhor que estivessem dedicando seu tempo a meditar?”

E Confúcio comentou:

“Excelente questão! Se acreditamos que existe apenas um caminho para a sabedoria, em breve estaremos exaustos e sem entusiasmo. Seja na meditação, na dança, na jardinagem, ou mesmo na fabricação de vinho, qualquer pessoa que colocar o esforço na frente da recompensa exalta a virtude. A medida que se aperfeiçoa, enfrenta-se com o que há de ruim em si mesmo, e descobre os segredos do mal. Finalmente, quando está diante de um obstáculo, é capaz de identificá-lo antes que ele lhe cause problemas, e assim jamais deixa-se confundir”.

A taberna ao invés da tensão

De Robert Fulghum (em Tudo que eu precisava saber aprendi no jardim de infância):

“Uma boa parte do meu trabalho como pastor está ligado à morte e aos mortos. O quarto de hospital, o cemitério, os ritos finais. Estas coisas terminaram por moldar a minha vida de uma maneira muito diferente. Eu já não fico tanto tempo pensando que a grama está alta, nem engraxo meus sapatos de modo que fiquem brilhando como espelho. Eu já não buzino quando o sinal abre, e o carro da frente não anda. Tampouco fico preocupado em matar aranhas que fizeram suas teias na minha igreja.

“Muito pelo contrário: quanto tenho um tempo livre, vou até a Taverna Buffalo, e escuto a banda que está tocando. Um índio pede silêncio, nos olha, e diz: “O que vocês estão esperando? Venham dançar!”.

“E eu vou. Danço e me divirto. Sem nenhuma sensação de pecado”.

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