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§ LEITURA RECOMENDADA

Por que não odeio o Papa Francisco

"Quem critica e ataca o Papa Francisco não é católico", esta afirmação já ouvi e li inúmeras vezes, tanto de católicos batizados como de pessoas de outras religiões e mesmo os ditos ateus. Já faz algum tempo que li um artigo no site Presbíteros intitulado Ataques ao Papa , publicado em 27 de fevereiro de 2020, onde o Mons. José Maria Pereira aborda a questão através da íntima ligação Papa-Igreja-Cristo, chegando a síntese na qual os ataques oriundos de batizados seriam um ataque a própria Igreja - que por sua vez é a Mãe de todos os católicos, na evangélica ligação de Maria Santíssima com a Igreja - e assim ao próprio Jesus Cristo. Por mais errada que seja uma mãe, o filho não fica falando mal, expondo a mãe em praça pública. A Igreja é nossa Mãe, merece o nosso respeito e o nosso amor. (Mons. José) Monsenhor José associa levianamente crítica a ataque, sem a precisão conceitual que a relevância do tema exige. Posso sim criticar minha mãe diante de meus irmãos, mas isso não eq

Politicamente incorreto

Há duas semanas publiquei aqui uma história politicamente incorreta, sobre a infelicidade de Adão no Jardim do Éden, e as conseqüências da criação da mulher. Uma leitora enviou-me a história oposta.

Eva e a solidão

Eva caminhava pelos jardins do Paraíso com uma expressão bastante deprimida. Nesse momento, ouviu a voz de Deus, que perguntava:

- O que está errado em sua vida?

Eva respondeu que não tinha ninguém com quem conversar.

Deus, que gostaria de vê-la contente, disse que poderia criar um companheiro, ao qual daria o nome de "homem".

- Farei o melhor possível para que você não fique sozinha, continuou Deus - mesmo assim não prometo muito, já que você recebeu o melhor, e não devo fazer duas coisas iguais. Esta nova criatura será incompleta, com uma costela a menos. Mentirá muito, e quando se sentir inseguro terá uma atitude arrogante.

- Nenhuma qualidade?

- Estou pensando. Talvez, para que você não tenha que se preocupar com alimentação, ele será mais hábil na hora de correr atrás dos animais. Entretanto, não fique impressionada se, antes de entregá-los para serem comidos, você tenha que escutar uma série de histórias sobre sua destreza e coragem.

- Pelo menos, irá matar também a monotonia deste Paraíso, disse Eva.

- Concordo, mas ele será muito infantil, e encontrará prazeres em coisas estúpidas, como brigas e pontapés em uma bola.

- Mesmo assim, ainda é melhor do que ficar sozinha o dia inteiro, insistiu Eva.

Deus pensou, pensou de novo, e disse finalmente:

- Está bem. Mas, como além de tudo ele será muito vaidoso, preciso estabelecer uma condição.

- E qual é esta condição?

- Você terá que deixar que ele acredite que foi criado primeiro.

Um pouco mais da vaidade masculina...

Nasrudin apareceu na corte com um magnífico turbante, pedindo dinheiro para caridade.

- Quanto custou esta peça extraordinária na sua cabeça? - perguntou o soberano.

- Quinhentas moedas de ouro - respondeu o sábio sufi.

O ministro sussurrou: "É mentira. Nenhum turbante custa esta fortuna".

Nasrudin comentou:

- Paguei tanto dinheiro, porque sabia que, em todo o mundo, apenas um soberano seria capaz de comprá-lo por seiscentas moedas, de modo que eu pudesse dar o lucro aos pobres.

O sultão, satisfeito com o comentário, pagou o que Nasrudin pedia. Na saída, o sábio comentou com o ministro:

- Você pode conhecer muito bem o valor de um turbante, mas sou eu quem conhece até onde a vaidade pode levar um homem.

E um pouco mais de sua arrogância...

Atravessavam o deserto um administrador, um pintor, um poeta e um crítico. Certa noite, para matar o tempo, resolveram descrever o camelo que os acompanhava.

O administrador entrou na tenda, e - em dez minutos, fez um relato objetivo sobre a capacidade do animal para superar os mais difíceis obstáculos, e passar dias sem beber água. O poeta também usou dez minutos para descrever, em belos versos, sua nobreza. O pintor, em traços rápidos, brindou seus amigos com um belo desenho. Finalmente, o crítico entrou na tenda. Saiu duas horas depois, quando todos já se aborreciam com a demora.

- Eu tentei analisá-lo da melhor maneira - disse o crítico, mas descobri muitos erros. Não corre. É incômodo. É feio.

Dito isso, estendeu um calhamaço de páginas para os amigos, intitulado: "O camelo perfeito, ou como Deus devia ter criado o camelo".

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