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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Sob as condições de trabalho

Cada ser humano sabe a melhor maneira de estar em paz com a vida; alguns precisam de um mínimo de segurança, outros se entregam ao risco sem medo. Não existem formulas para viver o próprio sonho - cada um, ao escutar seu próprio coração, saberá a melhor maneira de agir. A seguir, algumas histórias a respeito:
Ajudar atrapalha
O escritor americano S.Anderson sempre foi indisciplinado, e só conseguia escrever movido por sua própria rebeldia. Seus primeiro editores, preocupados com a situação de miséria que Anderson vivia, resolveram enviar um cheque semanal como adiantamento de sua próxima novela.
Depois de um mês, receberam a visita do escritor - que devolveu todos os cheques.
- Faz tempo que não consigo escrever uma linha - disse Anderson. - Para mim, é impossível trabalhar com a segurança financeira me olhando do outro lado da mesa.
Nunca pensar no outro caminho
"Uma vez que escolhemos um caminho, precisamos esquecer todos os outros", dizia o mestre aos seus aprendizes. Lowon, o discípulo que não sabe aprender, escuta com atenção.
Na saída da conferência, Lowon é convidado por um grupo de pessoas para realizar uma palestra num bar.
- Recuso qualquer pagamento - diz Lowon. - Fiz minha escolha, sou um servidor, quero divulgar a palavra da Fé.
O grupo fica contente, vão até o bar, e Lowon dá a palestra. No final, pergunta:
- Apenas por curiosidade, eu gostaria de saber: quanto dinheiro eu recusei?
Ao saber do excelente pagamento que lhe seria feito, Lowon sente-se explorado pelo grupo que o convidou, e vai queixar-se com o mestre.
- Quando a gente faz uma escolha, deve sempre esquecer as outras alternativas. O homem que segue um caminho, e fica pensando no que perdeu ao abandonar os outros, nunca chegará a lugar nenhum - é a resposta do mestre.
Não aceitar as pequenas faltas
O mestre pediu aos seus discípulos que conseguissem comida. Estavam viajando, e não conseguiam se alimentar direito.
Os discípulos voltaram no final da tarde. Cada um trazia o pouco conseguido através da caridade alheia: frutas já podres, pães duros, vinho azedo.
Um dos discípulos, porém, trazia uma cesta de maçãs maduras.
- Sempre farei todo o possível para ajudar meu mestre e meus irmãos - disse ele, dividindo as maçãs com os outros.
- Onde você arranjou isto? - perguntou o mestre.
- Tive que rouba-las. Só queriam me dar alimentos velhos, mesmo sabendo que pregamos a palavra de Deus.
- Pois vá embora com suas maçãs, e não volte nunca mais - disse o mestre. - Aquele que hoje rouba por mim, amanhã terminará roubando de mim.

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