O Sacerdócio se desfaz sem o celibato sacerdotal [3]

A Igreja de Cristo fica mutilada sem a disciplina do sacerdócio

Estou publicando um terceiro artigo sob o mesmo título para completar as três ideias que gostaria de trazer para a reflexão e esclarecimento a cerca do celibato sacerdotal. Tendo já falado sobre a origem desta disciplina entre os clérigos da Igreja como nascida da perfeição de Jesus Cristo, e logo depois tendo colocado a sua característica de necessidade fundamental para a missão mesma da Igreja no mundo, agora desejo completar este grande tema falando da tragédia que seria para a Igreja sem esta disciplina na vida sacerdotal.

Depois do que já fora dito parece até lógico que a Igreja ficaria mutilada em sua presença no mundo sem esta disciplina. Far-se-á sempre um esforço enorme, como demonstra a história, para minimizar a importância do celibato para a evangelização, mas a Igreja deverá manter-se firme nesta disciplina porque guiada pelo Espírito Santo que nunca a abandona, mesmo que somente os leigos correspondam eficazmente a esta direção sempre oportuna e conveniente da terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

Apesar desta certeza para o crente, as ameças são reais e muitas vezes são mais graves por partirem daqueles que deveriam defender esta disciplina e desgraçadamente não o fazem. A Igreja Católica na atuação de seus ministros ordenados, os sacerdotes e bispos, ficaria a merce de inúmeras casualidades dissonantes da missão sacerdotal que não se resume a apenas administrar uma paróquia ou diocese, nem rezar missas, mas antes de tudo ser ele mesmo "esperança de perfeição cristã" a todos os fieis e isto passa necessariamente pela vida celibatária e não apenas continente, como poderia ser num relacionamento marital esforçado diante das possíveis missões assumidas dentro de uma comunidade.

Se trata daquele velho sentimento comum dos fieis: "como ver em você o que eu deveria ser?", isto referindo a um possível padre casado com as mesmas contingências de um casal qualquer em sua comunidade.

Mesmo os que utilizam-se de argumentos ligados a falta de sacerdotes em muitas regiões pelo mundo não conseguem equacionar estas situações que sem falta apareceriam. E além disso, muitos já falaram que a falta de vocações sacerdotais não é motivo para fortalecer a flexibilização do celibato, mesmo que mínima. 

O cenário seria realmente trágico se houvesse esta derrocada do celibato sacerdotal. Muito por causa das questões colocadas quanto a natureza desta disciplina, mas também e não menos importante, quanto a ruptura e verdadeira revolta entre a comunidade católica pelo mundo inteiro. Enfim, seria um pandemônio que ajudaria a implodir a crise interna que vive terrivelmente a Igreja Católica atualmente.

Que a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes, proteja a Igreja inteira.

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